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'Excelência científica' chefe da OMS parabeniza Fiocruz por avanço em vacina de mRNA
'Excelência científica' chefe da OMS parabeniza Fiocruz por avanço em vacina de mRNA
Sputnik Brasil
Tedros Adhanom parabenizou instituição brasileira, que será a primeira parceira da OMS no programa de transferência de tecnologia de mRNA a levar um produto à... 03.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-03T19:40-0300
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início dos ensaios clínicos de Fase I da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Bio-Manguinhos/Fiocruz a partir de uma plataforma própria de RNA mensageiro (mRNA).Em publicação nas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, parabenizou a Fiocruz pelo avanço e classificou a autorização como um marco. Segundo ele, a instituição brasileira é a primeira parceira do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS a levar um produto baseado na tecnologia à fase de testes clínicos.O diretor-geral acrescentou que a OMS continuará trabalhando com o Brasil e outros parceiros para fortalecer as capacidades locais e regionais de produção de mRNA, ampliar o acesso equitativo a vacinas e outras contramedidas médicas e contribuir para uma maior preparação para futuras emergências sanitárias.A autorização da Anvisa permitirá avaliar a segurança e a imunogenicidade da candidata em adultos saudáveis. A vacina utiliza mRNA para instruir as células do organismo a produzir temporariamente a proteína Spike do SARS-CoV-2, estimulando uma resposta do sistema imunológico.Vacina MRNATrata-se da primeira vacina de mRNA desenvolvida na América Latina e no Caribe a chegar à fase clínica. No caso brasileiro, o produto foi desenvolvido a partir da plataforma própria de mRNA da Bio-Manguinhos/Fiocruz.O desenvolvimento faz parte do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Medicines Patent Pool (MPP), iniciativa voltada a ampliar a capacidade de produção dessa tecnologia em países de baixa e média renda.A plataforma desenvolvida pela Fiocruz também poderá ser utilizada em pesquisas para outras doenças. No Brasil, estudos com mRNA já são conduzidos para o desenvolvimento de vacinas contra o câncer, dengue, doença de Chagas e malária, além de uma possível versão da terapia CAR-T baseada na tecnologia.A experiência com a pandemia de Covid-19 evidenciou a importância de ampliar a capacidade regional de pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas. O domínio da tecnologia pode reduzir a dependência de fornecedores externos e permitir que o Brasil avance no desenvolvimento e na transferência de tecnologias em saúde.Os testes de Fase I estão previstos para avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina em adultos saudáveis. O estudo deverá incluir 90 participantes, com acompanhamento dos voluntários após a vacinação.
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'Excelência científica' chefe da OMS parabeniza Fiocruz por avanço em vacina de mRNA
Tedros Adhanom parabenizou instituição brasileira, que será a primeira parceira da OMS no programa de transferência de tecnologia de mRNA a levar um produto à fase de testes clínicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início dos ensaios clínicos de Fase I da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Bio-Manguinhos/Fiocruz a partir de uma plataforma própria de RNA mensageiro (mRNA).
Em publicação nas redes sociais, o diretor-geral da OMS,
Tedros Adhanom Ghebreyesus, parabenizou a Fiocruz pelo avanço e classificou a autorização como um marco. Segundo ele, a instituição brasileira é a primeira parceira do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS a levar um produto baseado na tecnologia à fase de testes clínicos.
"Parabéns à Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz, por essa conquista histórica de receber autorização para realizar ensaios clínicos da primeira vacina de mRNA desenvolvida no Brasil. Esse marco reflete a excelência científica do Brasil e sua crescente liderança em inovação em saúde", escreveu Tedros.
O diretor-geral acrescentou que a OMS continuará trabalhando com o Brasil e outros parceiros para fortalecer as capacidades locais e regionais de produção de mRNA, ampliar o acesso equitativo a vacinas e outras contramedidas médicas e contribuir para uma maior preparação para futuras emergências sanitárias.
A autorização da Anvisa permitirá avaliar a segurança e a imunogenicidade da candidata em adultos saudáveis. A vacina utiliza mRNA para instruir as células do organismo a produzir temporariamente a proteína Spike do SARS-CoV-2, estimulando uma resposta do sistema imunológico.
Trata-se da primeira vacina de mRNA desenvolvida na América Latina e no Caribe a chegar à fase clínica. No caso brasileiro, o produto foi desenvolvido a partir da plataforma própria de mRNA da Bio-Manguinhos/Fiocruz.
O desenvolvimento faz parte do Programa de Transferência de Tecnologia de mRNA da OMS, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Medicines Patent Pool (MPP), iniciativa voltada a ampliar a capacidade de produção dessa tecnologia em países de baixa e média renda.
A plataforma desenvolvida pela Fiocruz também poderá ser utilizada em pesquisas para outras doenças. No Brasil, estudos com mRNA já são conduzidos para o desenvolvimento de vacinas contra o câncer, dengue, doença de Chagas e malária, além de uma possível versão da terapia CAR-T baseada na tecnologia.
A experiência com a
pandemia de Covid-19 evidenciou a importância de
ampliar a capacidade regional de pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas. O domínio da tecnologia pode
reduzir a dependência de fornecedores externos e permitir que o Brasil avance no desenvolvimento e na transferência de tecnologias em saúde.
Os testes de Fase I estão previstos para avaliar a segurança e a imunogenicidade da vacina em adultos saudáveis. O estudo deverá incluir 90 participantes, com acompanhamento dos voluntários após a vacinação.
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