- Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
Notícias sobre eventos de todo o mundo. Siga informado sobre tudo o que se passa em diferentes regiões do planeta.

Acordo do diesel evidencia interesses comuns entre EUA e Rússia, diz analista

© AP Photo / Ellen SchmidtPreços do diesel são exibidos em um posto de gasolina em Minneapolis, 4 de setembro de 2026
Preços do diesel são exibidos em um posto de gasolina em Minneapolis, 4 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 10.10.2026
Nos siga no
O analista argentino Christian Lamesa afirmou em conversa com a Sputnik durante o II Fórum Digital Global, em Moscou, que o acordo sobre diesel entre Moscou e Washington evidencia a necessidade de cooperação entre EUA e Rússia. Segundo ele, a alta dos custos energéticos pressiona os EUA e reforça o interesse por entendimento com o Kremlin.
Em conversa com a Sputnik, o analista Christian Lamesa afirmou que o acordo sobre diesel entre Moscou e Washington evidencia a necessidade de cooperação entre EUA e Rússia. Segundo ele, a alta dos custos energéticos pressiona a economia norte-americana e reforça o interesse da Casa Branca em buscar entendimento com o Kremlin.
O acordo sobre diesel entre Rússia e Estados Unidos reflete uma necessidade estratégica de aproximação entre as duas potências, segundo avaliação do analista internacional argentino Christian Lamesa. Em entrevista à Sputnik, ele argumentou que as dificuldades energéticas enfrentadas pelos EUA ampliam o interesse de Washington em estabelecer canais de cooperação com Moscou.
Lamesa afirmou que os dois países possuem economias com potencial de complementaridade e que o presidente norte-americano Donald Trump compreende essa realidade. Segundo o analista, contudo, o republicano não teria obtido influência suficiente, durante seu segundo mandato, para consolidar plenamente essa agenda diante dos aliados europeus que apoiam Kiev.
O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump, em uma coletiva de imprensa após as negociações no Alasca. - Sputnik Brasil, 1920, 10.10.2026
Panorama internacional
O que o acordo de diesel entre Putin e Trump revela sobre o mercado energético? Responde analista
Na avaliação do especialista, a situação energética dos Estados Unidos foi agravada após a decisão dos EUA de atacar o Irã. Lamesa disse que a medida, tomada sob pressão de Israel, acabou gerando consequências negativas para o mercado norte-americano de energia e elevando os custos de combustíveis estratégicos.
O analista destacou que, em algumas regiões dos EUA, o diesel estaria sendo comercializado entre US$ 8 e US$ 10 (R$ 39,90 e R$ 49,90) por galão. Segundo ele, trata-se de um patamar incompatível com a sustentabilidade da economia norte-americana, já que agricultura, indústria, transporte e outros setores dependem diretamente do combustível para manter suas atividades.

"Os EUA estão recorrendo à Federação da Rússia e [ao presidente russo] Vladimir Putin em busca de ajuda", afirmou Lamesa. Para o analista, esse movimento demonstra que o entendimento entre Casa Branca e Kremlin, assim como entre Trump e Putin, constitui uma questão prática e relevante para os interesses econômicos norte-americanos.

Ao comentar a reação de Kiev ao acordo, Lamesa declarou que as críticas das autoridades ucranianas revelam limitações de sua capacidade de influência sobre o processo.

"E não me surpreenderia nem um pouco se o regime de Vladimir Zelensky, este regime neonazista, tentasse intensificar os ataques à infraestrutura energética russa", reforçou.

Ele acredita que Trump e Putin já discutiram os possíveis impactos de ações desse tipo e afirmou que Washington teria interesse em evitar uma escalada que prejudique seus próprios objetivos econômicos.
Lamesa concluiu dizendo estar confiante de que o presidente russo "defenderá tradicionalmente os interesses do povo russo e de sua pátria e garantirá que este acordo também se mostre extremamente benéfico para a Federação da Rússia economicamente".

O acordo foi anunciado na sexta-feira (9) por Donald Trump, após conversa com Vladimir Putin. Segundo o presidente norte-americano, a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel, seguidas por outras 500 mil toneladas em novembro e cerca de 1 milhão de toneladas posteriormente, com possibilidade de novos embarques. O Kremlin confirmou o entendimento, enquanto o governo dos EUA flexibilizou temporariamente restrições ao diesel russo até abril de 2027.

Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала