https://noticiabrasil.net.br/20261010/acordo-do-diesel-evidencia-interesses-comuns-entre-eua-e-russia-diz-analista-55003239.html
Acordo do diesel evidencia interesses comuns entre EUA e Rússia, diz analista
Acordo do diesel evidencia interesses comuns entre EUA e Rússia, diz analista
Sputnik Brasil
O analista argentino Christian Lamesa afirmou em conversa com a Sputnik durante o II Fórum Digital Global, em Moscou, que o acordo sobre diesel entre Moscou e... 10.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-10T12:58-0300
2026-10-10T12:58-0300
2026-10-10T12:58-0300
panorama internacional
europa
américas
donald trump
vladimir putin
moscou
washington
acordo
energia
diesel
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/0a/55003044_0:160:3072:1888_1920x0_80_0_0_9997c4208bf39f3292b183b254f40128.jpg
Em conversa com a Sputnik, o analista Christian Lamesa afirmou que o acordo sobre diesel entre Moscou e Washington evidencia a necessidade de cooperação entre EUA e Rússia. Segundo ele, a alta dos custos energéticos pressiona a economia norte-americana e reforça o interesse da Casa Branca em buscar entendimento com o Kremlin.O acordo sobre diesel entre Rússia e Estados Unidos reflete uma necessidade estratégica de aproximação entre as duas potências, segundo avaliação do analista internacional argentino Christian Lamesa. Em entrevista à Sputnik, ele argumentou que as dificuldades energéticas enfrentadas pelos EUA ampliam o interesse de Washington em estabelecer canais de cooperação com Moscou.Lamesa afirmou que os dois países possuem economias com potencial de complementaridade e que o presidente norte-americano Donald Trump compreende essa realidade. Segundo o analista, contudo, o republicano não teria obtido influência suficiente, durante seu segundo mandato, para consolidar plenamente essa agenda diante dos aliados europeus que apoiam Kiev.Na avaliação do especialista, a situação energética dos Estados Unidos foi agravada após a decisão dos EUA de atacar o Irã. Lamesa disse que a medida, tomada sob pressão de Israel, acabou gerando consequências negativas para o mercado norte-americano de energia e elevando os custos de combustíveis estratégicos.O analista destacou que, em algumas regiões dos EUA, o diesel estaria sendo comercializado entre US$ 8 e US$ 10 (R$ 39,90 e R$ 49,90) por galão. Segundo ele, trata-se de um patamar incompatível com a sustentabilidade da economia norte-americana, já que agricultura, indústria, transporte e outros setores dependem diretamente do combustível para manter suas atividades.Ao comentar a reação de Kiev ao acordo, Lamesa declarou que as críticas das autoridades ucranianas revelam limitações de sua capacidade de influência sobre o processo.Ele acredita que Trump e Putin já discutiram os possíveis impactos de ações desse tipo e afirmou que Washington teria interesse em evitar uma escalada que prejudique seus próprios objetivos econômicos.Lamesa concluiu dizendo estar confiante de que o presidente russo "defenderá tradicionalmente os interesses do povo russo e de sua pátria e garantirá que este acordo também se mostre extremamente benéfico para a Federação da Rússia economicamente".
https://noticiabrasil.net.br/20261010/55002402.html
moscou
washington
estados unidos
federação da rússia
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
2026
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
notícias
br_BR
Sputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
https://cdn.noticiabrasil.net.br/img/07ea/0a/0a/55003044_171:0:2902:2048_1920x0_80_0_0_b71c0448a19bc5c723d272b1c2ed6d54.jpgSputnik Brasil
contato.br@sputniknews.com
+74956456601
MIA „Rossiya Segodnya“
europa, américas, donald trump, vladimir putin, moscou, washington, acordo, energia, diesel, rússia, vladimir zelensky, estados unidos, federação da rússia, casa branca, sputnik, análise, política internacional, relações estratégicas
europa, américas, donald trump, vladimir putin, moscou, washington, acordo, energia, diesel, rússia, vladimir zelensky, estados unidos, federação da rússia, casa branca, sputnik, análise, política internacional, relações estratégicas
Acordo do diesel evidencia interesses comuns entre EUA e Rússia, diz analista
O analista argentino Christian Lamesa afirmou em conversa com a Sputnik durante o II Fórum Digital Global, em Moscou, que o acordo sobre diesel entre Moscou e Washington evidencia a necessidade de cooperação entre EUA e Rússia. Segundo ele, a alta dos custos energéticos pressiona os EUA e reforça o interesse por entendimento com o Kremlin.
Em
conversa com a Sputnik, o analista Christian Lamesa afirmou que o acordo sobre diesel entre Moscou e Washington
evidencia a necessidade de cooperação entre EUA e Rússia. Segundo ele, a alta dos custos energéticos pressiona a economia norte-americana e reforça o
interesse da Casa Branca em buscar entendimento com o Kremlin.
O acordo sobre diesel entre Rússia e Estados Unidos reflete uma
necessidade estratégica de aproximação entre as duas potências, segundo avaliação do analista internacional argentino Christian Lamesa. Em entrevista à Sputnik, ele argumentou que as dificuldades energéticas enfrentadas pelos EUA
ampliam o interesse de Washington em estabelecer canais de cooperação com Moscou.
Lamesa afirmou que os dois
países possuem economias com potencial de complementaridade e que o presidente norte-americano Donald Trump compreende essa realidade. Segundo o analista, contudo, o republicano não teria obtido influência suficiente, durante seu segundo mandato, para consolidar plenamente essa agenda
diante dos aliados europeus que apoiam Kiev.
Na avaliação do especialista, a
situação energética dos Estados Unidos foi
agravada após a decisão dos EUA de atacar o Irã. Lamesa disse que a medida, tomada sob pressão de Israel, acabou gerando consequências negativas para o mercado norte-americano de energia e elevando os custos de combustíveis estratégicos.
O analista destacou que, em algumas regiões dos EUA, o
diesel estaria sendo comercializado entre US$ 8 e US$ 10 (R$ 39,90 e R$ 49,90) por galão. Segundo ele, trata-se de um patamar incompatível com a sustentabilidade da
economia norte-americana, já que agricultura, indústria, transporte e outros setores dependem diretamente do combustível para manter suas atividades.
"Os EUA estão recorrendo à Federação da Rússia e [ao presidente russo] Vladimir Putin em busca de ajuda", afirmou Lamesa. Para o analista, esse movimento demonstra que o entendimento entre Casa Branca e Kremlin, assim como entre Trump e Putin, constitui uma questão prática e relevante para os interesses econômicos norte-americanos.
Ao comentar a reação de Kiev ao acordo, Lamesa declarou que as críticas das autoridades ucranianas revelam limitações de sua capacidade de influência sobre o processo.
"E não me surpreenderia nem um pouco se o regime de Vladimir Zelensky, este regime neonazista, tentasse intensificar os ataques à infraestrutura energética russa", reforçou.
Ele acredita que
Trump e Putin já discutiram os possíveis impactos de ações desse tipo e afirmou que Washington teria interesse em
evitar uma escalada que prejudique seus próprios objetivos econômicos.
Lamesa concluiu dizendo estar confiante de que o presidente russo "
defenderá tradicionalmente os interesses do povo russo e de sua pátria e garantirá que este acordo também se mostre
extremamente benéfico para a Federação da Rússia economicamente".
O acordo foi anunciado na sexta-feira (9) por Donald Trump, após conversa com Vladimir Putin. Segundo o presidente norte-americano, a Rússia fornecerá imediatamente mais de 300 mil toneladas de diesel, seguidas por outras 500 mil toneladas em novembro e cerca de 1 milhão de toneladas posteriormente, com possibilidade de novos embarques. O Kremlin confirmou o entendimento, enquanto o governo dos EUA flexibilizou temporariamente restrições ao diesel russo até abril de 2027.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!
Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.
Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).