Como a Ásia poderia se beneficiar da expansão do comércio impulsionada pela IA?

© AP Photo / Ng Han Guan
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O jornal Global Times explica, em um artigo recente, que esse setor tecnológico tem apresentado um crescimento exponencial — muito superior ao do comércio em geral — em toda a região, colocando potências como a China e a Índia no centro dessa transformação econômica.
O primeiro pilar desse sucesso, segundo a mídia, reside na sólida e madura infraestrutura industrial de manufatura que o continente asiático possui. O jornal argumenta que a região conta com a rede de suprimentos de hardware para inteligência artificial (IA) mais completa do planeta — abrangendo desde a produção de chips de memória e componentes avançados para servidores até sistemas de refrigeração e datacenters —, o que lhe confere uma vantagem competitiva decisiva em termos de capacidade e custos de produção em larga escala.
Além disso, como segundo grande fator, o mercado consumidor interno da região é apontado como um motor de demanda sem paralelo no mundo. O jornal sustenta que a combinação de mercados de grande escala permite que a IA seja implementada simultaneamente em inúmeros cenários cotidianos, comerciais e industriais; esse ciclo de feedback acelera o aprimoramento dos produtos a uma velocidade ímpar.
Diante das preocupações sobre possíveis impactos negativos nas economias avançadas, o Global Times rejeita categoricamente a ideia de que se trate de um "jogo de soma zero". O veículo esclarece que o crescimento impulsionado pela Ásia não visa subtrair ganhos do Ocidente, mas sim expandir o mercado global como um todo: as fábricas asiáticas fornecem equipamentos computacionais para o mundo, enquanto seus mercados proporcionam receitas vitais e uma base de usuários para empresas de tecnologia internacionais.
Além disso, o jornal explica que a contribuição da Ásia é indispensável para o ritmo da adoção tecnológica em nível global. Segundo a mídia, sem o hardware acessível e disponível em larga escala, proveniente das cadeias de suprimentos asiáticas, os custos para a construção de centros de dados em nível global disparariam consideravelmente, e a implementação da IA em qualquer país seria drasticamente freada.
Para concluir, o jornal aponta que, embora a região ainda precise superar desafios significativos — como tensões geopolíticas, controles de exportação de tecnologia e limitações na infraestrutura energética e computacional —, a Ásia já conseguiu assegurar uma posição-chave e dominante nesta nova era de expansão comercial digital.


