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Eleição 2026: TSE ouve representantes da Meta sobre fake news e cobra detalhes de publicidade de Lula

© Foto / Antonio Augusto/TSEPresidente do TSE em audiência com representantes da Meta sobre desinformação nas redes sociais nas eleições, em 18 de outubro de 2026
Presidente do TSE em audiência com representantes da Meta sobre desinformação nas redes sociais nas eleições, em 18 de outubro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 15.10.2026
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, reuniu-se nesta quinta-feira (15) com representantes da Meta — empresa responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp e proibida na Rússia por extremismo — para debater as ferramentas utilizadas pela empresa que podem contribuir para o período eleitoral brasileiro.
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O vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, também participou do encontro, de acordo com nota divulgada pelo tribunal, que acrescentou que o mau uso de inteligência artificial (IA) nas plataformas e a preservação de dados das mensagens em canais de WhatsApp foram destaques da reunião, que são objeto de ação na Corte.
De acordo com a comunicação do tribunal, a Meta informou que, a partir da noite da última terça-feira (13), trabalhou no aperfeiçoamento de filtros da Meta AI devido à geração de conteúdos de inteligência artificial considerados inadequados por ambas as campanhas dos candidatos à Presidência: de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os critérios sobre o uso de IA nas eleições foram estabelecidos nas Resoluções do TSE. A forma de aplicação deles foi detalhada pela Meta no plano de conformidade que enviou ao tribunal.

Secom de Lula deve apresentar detalhes de despesas com publicidade

Paralelamente, o tribunal determinou que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) do governo Lula e o órgão central responsável pela administração orçamentária e financeira do Poder Executivo Federal apresente dados sobre despesas com publicidade no primeiro semestre de 2026, bem como de 2023, 2024 e 2025.
O documento deverá ser enviado em formato digital aberto, pesquisável e auditável, com relação detalhada dos empenhos relacionados à publicidade, incluindo valores, contratos e campanhas publicitárias.
Os anos anteriores, de acordo com o TSE, permitirão comparar os gastos e a verificação dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. Além disso, os órgãos deverão preservar integralmente os processos administrativos, registros eletrônicos, históricos de alterações e logs dos sistemas referentes aos empenhos, reforços, anulações e cancelamentos.

A medida atende a uma ação do PL contra Lula e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, por suposta violação à Lei das Eleições, que limita os gastos com publicidade institucional no primeiro semestre do ano eleitoral.
O Colegiado acompanhou por unanimidade e integralmente o voto do relator, ministro André Mendonça, que destacou que a medida visa garantir transparência, rastreabilidade dos recursos públicos e fiscalização do cumprimento das regras eleitorais.
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