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Juristas pedem suspeição de Nunes Marques no TSE por decisões sobre 'Exército de Lula'
Juristas pedem suspeição de Nunes Marques no TSE por decisões sobre 'Exército de Lula'
Sputnik Brasil
Entidade aponta possível tratamento desigual entre canais de apoio a Lula e Flávio Bolsonaro; grupo 'Exército do Lula' voltou ao ar na quarta-feira (14) 15.10.2026, Sputnik Brasil
2026-10-15T19:58-0300
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A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta quinta-feira (15) um pedido de suspeição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, por suposta parcialidade na condução do caso envolvendo o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A entidade questiona a sequência de decisões que suspenderam o funcionamento do canal, utilizado por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pede que o caso seja analisado pelo plenário da Corte.No documento, a associação afirma que as medidas adotadas pelo ministro apresentam "indícios de medidas abusivas e incompatíveis com os parâmetros legais, com potencial de favorecer uma candidatura em detrimento de outra". A ABJD também pretende ingressar como terceira interessada na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deu origem à controvérsia.Com mais de 4 milhões de usuários, segundo uma das reportagens sobre o caso, o canal "Exército do Lula" foi suspenso no domingo (11), por determinação de Nunes Marques, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A candidatura alegou que o grupo disseminava notícias falsas e não tinha registro oficial no TSE.No mesmo dia, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório do canal, até que fossem apresentadas informações sobre sua regularização. Nunes Marques, contudo, derrubou a decisão e condicionou a retomada do funcionamento ao registro oficial, realizado na terça-feira (13). O ministro também determinou que o canal só poderia voltar ao ar 48 horas após a comunicação à Justiça Eleitoral. O grupo foi restabelecido na quarta-feira (14), após nova decisão do presidente do TSE.A associação questiona a condução do processo e afirma que a sucessão de decisões levanta dúvidas sobre os critérios utilizados pela Corte e a igualdade de tratamento entre as candidaturas. A entidade também aponta que a suspensão coincidiu com o período de discussão, no Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.Outro ponto central do pedido é a comparação com o canal "Tropa do Flávio", associado à campanha do senador. Segundo a ABJD, o grupo também estava em funcionamento e informou seu registro ao TSE na terça-feira (13), mas não foi submetido à mesma medida de suspensão. A entidade pede que a Justiça Eleitoral esclareça se houve tratamento isonômico na fiscalização dos dois canais.Nesta quinta-feira (15), o plenário do TSE aprovou uma resolução proposta por Nunes Marques que dispensa a espera de 48 horas para a utilização de endereços eletrônicos registrados tardiamente na Justiça Eleitoral entre o primeiro e o segundo turno. A medida foi anunciada após reuniões do ministro com representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir a controvérsia.O pedido da ABJD busca submeter à análise da Corte a imparcialidade do presidente do tribunal na condução do caso. A apresentação da solicitação, porém, não significa que tenha sido reconhecida qualquer irregularidade na atuação do ministro. Caberá à Justiça Eleitoral examinar os argumentos apresentados pela entidade.
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Juristas pedem suspeição de Nunes Marques no TSE por decisões sobre 'Exército de Lula'
Entidade aponta possível tratamento desigual entre canais de apoio a Lula e Flávio Bolsonaro; grupo 'Exército do Lula' voltou ao ar na quarta-feira (14)
A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou nesta quinta-feira (15)
um pedido de suspeição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, por suposta parcialidade na condução do caso envolvendo o
canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A entidade questiona a sequência de decisões que suspenderam o funcionamento do canal, utilizado por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pede que o caso seja analisado pelo plenário da Corte.
No documento, a associação afirma que as medidas adotadas pelo ministro apresentam "indícios de medidas abusivas e incompatíveis com os parâmetros legais, com potencial de favorecer uma candidatura em detrimento de outra".
A ABJD também pretende ingressar como terceira interessada na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deu origem à controvérsia.
Com mais de 4 milhões de usuários, segundo uma das reportagens sobre o caso, o canal "Exército do Lula" foi
suspenso no domingo (11), por determinação de Nunes Marques, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A candidatura alegou que o grupo disseminava notícias falsas e não tinha
registro oficial no TSE. No mesmo dia, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório do canal, até que fossem apresentadas informações sobre sua regularização.
Nunes Marques, contudo, derrubou a decisão e condicionou a retomada do funcionamento ao registro oficial, realizado na terça-feira (13). O ministro também determinou que o canal só poderia voltar ao ar 48 horas após a comunicação à Justiça Eleitoral. O grupo foi restabelecido na quarta-feira (14), após nova decisão do presidente do TSE.
A associação questiona
a condução do processo e afirma que a sucessão de decisões levanta dúvidas sobre os critérios utilizados pela Corte e a igualdade de tratamento entre as candidaturas. A entidade também aponta que a suspensão coincidiu com o período de discussão, no Senado, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o
fim da escala de trabalho 6x1.Outro ponto central do pedido é a comparação com o canal "Tropa do Flávio", associado à campanha do senador. Segundo a ABJD, o grupo também estava em funcionamento e informou seu registro ao TSE na terça-feira (13), mas não foi submetido à mesma medida de suspensão. A entidade pede que a Justiça Eleitoral esclareça se houve tratamento isonômico na fiscalização dos dois canais.
Nesta quinta-feira (15), o plenário do TSE aprovou uma resolução proposta por Nunes Marques que dispensa a espera de 48 horas para a utilização de endereços eletrônicos registrados tardiamente na Justiça Eleitoral entre o primeiro e o segundo turno. A medida foi anunciada após reuniões do ministro com representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir a controvérsia.
O pedido da ABJD busca submeter à análise da Corte a imparcialidade do presidente do tribunal na condução do caso. A apresentação da solicitação, porém, não significa que tenha sido reconhecida qualquer irregularidade na atuação do ministro. Caberá à Justiça Eleitoral examinar os argumentos apresentados pela entidade.
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