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Coordenador da campanha de Flávio diz que não há provas de fraude nas eleições

© Foto / Agência Senado / Waldemir BarretoO senador Rogério Marinho ao lado do colega de Casa Flávio Bolsonaro, no Congresso Nacional (foto de arquivo)
O senador Rogério Marinho ao lado do colega de Casa Flávio Bolsonaro, no Congresso Nacional (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 28.10.2026
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Horas após a divulgação de uma carta com teor golpista pelo senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos, o coordenador da campanha presidencial do candidato derrotado, o também senador Rogério Marinho (PL-RN), disse que não é possível provar que as eleições foram fraudulentas.
No último domingo (25), Flávio Bolsonaro perdeu no segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com uma diferença superior a 4,4 milhões de votos. Segundo Marinho, não existem provas de fraude em relação ao pleito, posição compartilhada pelo próprio PL, que reconheceu a vitória de Lula na última segunda-feira (26).

"Não, o PL não pode fazer essa afirmação [sobre a fraude], nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido […]. É evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas."

Mais cedo, Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami e publicou uma primeira carta em que se reconhecia como "presidente eleito do Brasil". No final do documento, ainda usava o brasão adotado no país até 1967, que nomeava a nação como "Estados Unidos do Brazil". Diante da repercussão, o senador carioca apagou a postagem e passou a se intitular "líder do Brasil", em um novo documento, com o brasão correto, que traz "República Federativa do Brasil".
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Apesar do conteúdo com teor golpista, Marinho minimizou o documento divulgado nas redes sociais do candidato derrotado e ainda justificou a primeira carta como um erro de produção. "Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter [atualmente rede social X], que é a sua manifestação oficial, ele se autonomina como líder, e é um fato, ele é um líder no Brasil", justificou.
Marinho lembrou que Flávio teve quase 60 milhões de votos no segundo turno e, diante disso, é hoje "a maior expressão da direita no Brasil". Além disso, o coordenador da campanha afirmou que "Flávio está nos Estados Unidos exilado" e que o teor da carta foi "um desabafo em função dos resultados". Porém, o senador decidiu deixar o país mesmo sem qualquer condenação judicial ou pedido de prisão, havendo apenas uma solicitação de entrega do passaporte.
Outro aliado de Flávio, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também contrariou a posição do presidenciável derrotado. Em manifestação enviada à imprensa, ele afirmou compreender a indignação do senador, mas defendeu o respeito ao resultado das urnas.
"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou o governador.
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