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PL escolhe Rogério Marinho para disputar a Presidência do Senado
PL escolhe Rogério Marinho para disputar a Presidência do Senado
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Líder da oposição terá o apoio da maior bancada da Casa, com 29 senadores, mas precisará ampliar alianças para alcançar os 41 votos necessários; Tereza... 04.11.2026, Sputnik Brasil
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O PL anunciou nesta quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, como candidato do partido à presidência da Casa para o biênio 2027–2028. A eleição está marcada para 1º de fevereiro, quando ele deverá enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também articula sua candidatura.O lançamento ocorreu após reunião da bancada do PL em Brasília, que contou com a presença de 33 senadores, segundo o partido. A partir de fevereiro de 2027, a legenda terá a maior bancada do Senado, com 29 das 81 cadeiras. Marinho também conta com o apoio dos três senadores eleitos pelo Novo e afirma manter conversas com parlamentares do PP e do Republicanos.Apesar da força numérica do partido, o senador precisará conquistar pelo menos 41 votos para vencer a disputa, o equivalente à maioria absoluta da Casa. A votação é secreta, o que representa um desafio adicional para a articulação da oposição. Durante o lançamento da candidatura, Marinho afirmou que espera superar a marca de 40 apoios e defendeu que a eleição seja conduzida por meio do convencimento, e não da imposição.A disputa também envolve uma articulação dentro da própria direita. Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, é apontada como outro nome com condições de concorrer ao comando do Senado. Marinho, porém, afirmou que os dois têm um acordo para evitar uma divisão definitiva dos votos oposicionistas e convergir em torno de apenas uma candidatura em janeiro, quando o grupo avaliará quem tem melhores condições de derrotar Alcolumbre.A senadora tenta construir sua candidatura com apoio da bancada feminina, do agronegócio e de parlamentares de centro. O lançamento do nome de Marinho, contudo, provocou incômodo entre integrantes do PP. Na terça-feira (3), banners e publicações nas redes sociais atribuídos a apoiadores do bolsonarismo cobraram que Tereza desistisse da disputa, sob o argumento de que estaria prejudicando a oposição.Do outro lado, Alcolumbre trabalha para consolidar sua reeleição. O senador conta com o apoio anunciado da federação União Brasil-PP, além de nomes do MDB e do PSD, e tenta atrair tanto aliados do governo Lula quanto parlamentares de direita. A federação, entretanto, não consultou previamente todos os senadores dos dois partidos antes de declarar apoio, e parte deles evitou endossar publicamente a decisão.Para permanecer no cargo, Alcolumbre também tem buscado aproximação com a oposição. Entre as articulações está a possibilidade de negociar um indulto ou anistia a Jair Bolsonaro em troca de apoio de senadores bolsonaristas. A proposta, porém, foi rejeitada por integrantes do grupo. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos, classificou como nojenta a tentativa de transformar a liberdade do pai em moeda de troca.Disputa pelo comando do SenadoA candidatura de Marinho também se insere no esforço do bolsonarismo para ocupar espaços de poder após a derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de outubro. O senador do PL coordenou a campanha do filho do ex-presidente, que acabou derrotado por Lula (PT), e agora aparece como um dos nomes que podem assumir protagonismo na reorganização da direita no Congresso.A saída de Flávio do Brasil deixou um vácuo de liderança no campo bolsonarista, que congressistas esperam ver ocupado por figuras como Marinho e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já se coloca como possível candidato à Presidência em 2030.Nesse cenário, o Senado é considerado estratégico para a direita exercer sua agenda política, mesmo fora do comando do Executivo federal. Entre as principais bandeiras do grupo estão a anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Em relação à anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, Marinho defendeu que o projeto seja discutido pelo Congresso sem interferência de outros Poderes. Segundo ele, o Parlamento estaria impedido de exercer plenamente suas funções devido a pressões externas.Sobre o impeachment de ministros do STF, o senador disse que a pauta não será o único objetivo de sua eventual gestão, mas prometeu não se omitir caso sejam identificados crimes de responsabilidade.Marinho também defendeu maior transparência na votação para a presidência do Senado. Embora o pleito seja realizado por voto secreto, parte da oposição quer que os parlamentares divulguem suas escolhas antes de depositar as cédulas, como forma de evitar que senadores de direita apoiem Alcolumbre sem tornar pública a decisão."O voto aberto é recomendável e necessário. Vamos avaliar de que forma isso pode acontecer. Eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante, até para que não haja estelionato eleitoral", afirmou.Aos 62 anos, Marinho é economista e está em seu primeiro mandato como senador, após ser eleito em 2022. Antes, foi deputado federal, secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro. Na Câmara, foi relator da reforma trabalhista, em 2017.
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PL escolhe Rogério Marinho para disputar a Presidência do Senado
14:16 04.11.2026 (atualizado: 17:51 04.11.2026) Líder da oposição terá o apoio da maior bancada da Casa, com 29 senadores, mas precisará ampliar alianças para alcançar os 41 votos necessários; Tereza Cristina também articula candidatura e pode unificar a direita contra o atual presidente.
O PL anunciou nesta quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, como candidato do partido à presidência da Casa para o biênio 2027–2028. A eleição está marcada para 1º de fevereiro, quando ele deverá enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também articula sua candidatura.
O lançamento ocorreu após reunião da bancada do PL em Brasília, que contou com a presença de 33 senadores, segundo o partido. A partir de fevereiro de 2027, a legenda terá a maior bancada do Senado, com 29 das 81 cadeiras. Marinho também conta com o apoio dos três senadores eleitos pelo Novo e afirma manter conversas com parlamentares do PP e do Republicanos.
Apesar da força numérica do partido, o senador precisará conquistar pelo menos 41 votos para vencer a disputa, o equivalente à maioria absoluta da Casa. A votação é secreta, o que representa um desafio adicional para a articulação da oposição. Durante o lançamento da candidatura, Marinho afirmou que espera superar a marca de 40 apoios e defendeu que a eleição seja conduzida por meio do convencimento, e não da imposição.
"A eleição não é uma ação de força, é uma ação de convencimento. Todos têm a legitimidade e a condição de se colocar em comunidade, para conversar com seus pares e buscar os apoios necessários para ter a maioria."
A disputa também envolve uma articulação dentro da própria direita. Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, é apontada como outro nome com condições de concorrer ao
comando do Senado. Marinho, porém, afirmou que os dois têm um acordo para evitar uma divisão definitiva dos votos oposicionistas e convergir em torno de apenas uma candidatura em janeiro, quando o grupo avaliará quem tem melhores condições de derrotar Alcolumbre.
"A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente."
A senadora tenta construir sua candidatura com apoio da bancada feminina, do agronegócio e de parlamentares de centro. O lançamento do nome de Marinho, contudo, provocou incômodo entre integrantes do PP. Na terça-feira (3), banners e publicações nas redes sociais atribuídos a apoiadores do bolsonarismo cobraram que Tereza desistisse da disputa, sob o argumento de que estaria prejudicando a oposição.
Do outro lado, Alcolumbre trabalha para consolidar sua reeleição. O senador conta com o apoio anunciado da federação União Brasil-PP, além de nomes do MDB e do PSD, e tenta atrair tanto aliados do governo Lula quanto parlamentares de direita. A federação, entretanto, não consultou previamente todos os senadores dos dois partidos antes de declarar apoio, e parte deles evitou endossar publicamente a decisão.
Para permanecer no cargo, Alcolumbre também tem buscado aproximação com a oposição. Entre as articulações está a possibilidade de negociar um indulto ou anistia a Jair Bolsonaro em troca de apoio de senadores bolsonaristas. A proposta, porém, foi rejeitada por integrantes do grupo. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está nos Estados Unidos, classificou como nojenta a tentativa de transformar a liberdade do pai em moeda de troca.
Disputa pelo comando do Senado
A candidatura de Marinho também se insere no esforço do bolsonarismo para ocupar espaços de poder após a derrota de
Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de outubro.
O senador do PL coordenou a campanha do filho do ex-presidente, que acabou derrotado por Lula (PT), e agora aparece como um dos nomes que podem assumir protagonismo na reorganização da direita no Congresso.
A saída de Flávio do Brasil deixou um vácuo de liderança no campo bolsonarista, que congressistas esperam ver ocupado por figuras como Marinho e o governador reeleito de São Paulo,
Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já se coloca como possível candidato à Presidência em 2030.
Nesse cenário, o Senado é considerado estratégico para a direita exercer sua agenda política, mesmo fora do comando do Executivo federal. Entre as principais bandeiras do grupo estão a anistia a Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em relação à anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, Marinho defendeu que o projeto seja discutido pelo Congresso sem interferência de outros Poderes. Segundo ele, o Parlamento estaria impedido de exercer plenamente suas funções devido a pressões externas.
"A anistia é uma pauta que foi impedida de tramitar dentro do Congresso. Você tem um Parlamento que está manietado, amordaçado, impedido de funcionar porque está sendo extorquido, chantageado e pressionado de uma forma espúria. Eu lhes garanto que isso não é democracia."
Sobre o impeachment de ministros do STF, o senador disse que a pauta não será o único objetivo de sua eventual gestão, mas prometeu não se omitir caso sejam identificados crimes de responsabilidade.
"Não seremos candidatos com um tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. Ninguém está acima da lei. Se algum ministro cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos."
Marinho também defendeu maior transparência na votação para a presidência do Senado. Embora o pleito seja realizado por voto secreto, parte da oposição quer que os parlamentares divulguem suas escolhas antes de depositar as cédulas, como forma de evitar que senadores de direita apoiem Alcolumbre sem tornar pública a decisão.
"O voto aberto é recomendável e necessário. Vamos avaliar de que forma isso pode acontecer. Eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante, até para que não haja estelionato eleitoral", afirmou.
Aos 62 anos, Marinho é economista e está em seu primeiro mandato como senador, após ser eleito em 2022. Antes, foi deputado federal, secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Jair Bolsonaro. Na Câmara, foi relator da reforma trabalhista, em 2017.
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