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Governo deve apresentar propostas de ajuste fiscal na semana que vem, diz Durigan
Governo deve apresentar propostas de ajuste fiscal na semana que vem, diz Durigan
Sputnik Brasil
Presidente participará da COP31, em Istambul, Turquia, na próxima semana. Rumos da política econômica de seu próximo mandato será apresentado em seu retorno. 05.11.2026, Sputnik Brasil
2026-11-05T16:20-0300
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que apresentará a ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva propostas de medidas fiscais após o retorno do presidente da COP31, em Istambul, na Turquia, na próxima semana.As declarações foram feitas em uma coletiva de imprensa após uma reunião, no Palácio da Alvorada, do presidente com integrantes do governo e economistas para avaliar a situação econômica do país. Entre os desafios discutidos estão a dívida pública, o baixo crescimento e os juros elevados, mantidos em 13,75% ao ano.Participaram da reunião, além do presidente Lula:A composição indica que Lula ouviu tanto economistas mais alinhados à política de um ajuste fiscal rigoroso nas contas do governo, quanto outros que defendem que os altos juros do Banco Central são a principal causa do desequilíbrio das contas públicas.Segundo Durigan, o governo pretende preservar os compromissos sociais e buscar superávits nas contas públicas. Para isso, escutará especialistas e empresários antes de definir as medidas, que poderão ser anunciadas ainda neste ano.A reunião ocorre após um elogio público de Gleisi Hoffmann, umas das lideranças do PT, das medidas econômicas defendidas por André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real."Artigo de André Lara Resende, publicado em 25 de setembro, é fundamental para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira", disse Gleisi.Em seu texto, o economista defende a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer diretrizes integradas para as políticas fiscal e monetária em períodos de quatro a cinco anos.Além disso, afirma que a Selic, taxa básica de juros do Brasil, deve ser estipulada entre duas constantes: a meta de inflação, atualmente em 3%, e o crescimento nominal do PIB, hoje em 5,5%. Como a queda, dos atuais 13,75%, seria muito brusca, o economista propõe ainda que haja uma transição gradual para 7,5% nos próximos 12 meses, e só depois disso ela convergiria para a meta.
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Governo deve apresentar propostas de ajuste fiscal na semana que vem, diz Durigan
16:20 05.11.2026 (atualizado: 18:09 05.11.2026) Presidente participará da COP31, em Istambul, Turquia, na próxima semana. Rumos da política econômica de seu próximo mandato será apresentado em seu retorno.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que apresentará a ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva propostas de medidas fiscais após o retorno do presidente da COP31, em Istambul, na Turquia, na próxima semana.
As declarações foram feitas em uma coletiva de imprensa após uma reunião, no Palácio da Alvorada, do presidente com integrantes do governo e economistas para
avaliar a situação econômica do país. Entre os desafios discutidos estão
a dívida pública, o baixo crescimento e os juros elevados, mantidos em 13,75% ao ano.
Participaram da reunião, além do presidente Lula:
Geraldo Alckmin, vice-presidente;
Miriam Belchior, ministra da Casa Civil;
Dario Durigan, ministro da Fazenda;
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
Ester Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda;
Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, Planejamento e ex-presidente do BNDES;
Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES;
Eduardo Moreira, economista
Laura Carvalho, economista
A composição indica que Lula ouviu tanto economistas mais alinhados à política de um ajuste fiscal rigoroso nas contas do governo, quanto outros que defendem que os altos juros do Banco Central são a principal causa do
desequilíbrio das contas públicas.Segundo Durigan, o governo pretende preservar os compromissos sociais e buscar superávits nas contas públicas. Para isso, escutará
especialistas e empresários antes de definir as medidas, que poderão ser anunciadas ainda neste ano.
A reunião ocorre após um elogio público de Gleisi Hoffmann, umas das lideranças do PT, das medidas econômicas defendidas por André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real.
"Artigo de André Lara Resende, publicado em 25 de setembro, é fundamental para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira", disse Gleisi.
Em seu texto, o economista defende a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), responsável por estabelecer diretrizes integradas para as políticas fiscal e monetária em períodos de quatro a cinco anos.
Além disso, afirma que a Selic, taxa básica de juros do Brasil, deve ser estipulada entre duas constantes: a meta de inflação, atualmente em 3%, e o crescimento nominal do PIB, hoje em 5,5%. Como a queda, dos atuais 13,75%, seria muito brusca, o economista propõe ainda que haja uma transição gradual para 7,5% nos próximos 12 meses, e só depois disso ela convergiria para a meta.
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