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Dívida externa da América Latina cresce e acompanha recorde global de US$ 9,4 trilhões
Dívida externa da América Latina cresce e acompanha recorde global de US$ 9,4 trilhões
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Relatório do Banco Mundial aponta alta de 5,5% no endividamento de economias de baixa e média renda em 2025; Brasil registrou o maior aumento absoluto da... 08.11.2026, Sputnik Brasil
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A dívida externa dos países latino-americanos de baixa e média renda acompanhou a tendência global de crescimento e chegou a US$ 9,4 trilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde, segundo o relatório da Dívida Internacional 2026, do Banco Mundial. O montante representa uma alta de 5,5% em relação ao ano anterior, no ritmo mais acelerado desde 2021.Entre os países da América Latina, a Guatemala apresentou o maior crescimento percentual do endividamento externo, com alta de 18,2%, alcançando US$ 31,997 bilhões. Em seguida aparece a Argentina, cuja dívida avançou 16,1%, para US$ 261,653 bilhões.O Paraguai registrou aumento de 14,5%, chegando a US$ 34,3 bilhões, enquanto a Colômbia teve alta de 13,8%, com obrigações externas de US$ 255,956 bilhões.Em valores absolutos, o Brasil apresentou o maior acréscimo de dívida externa da região, de US$ 52,809 bilhões. O México ficou em segundo lugar, com aumento de US$ 47,227 bilhões.Na contramão da tendência, o Peru registrou redução de 0,2% em sua dívida externa, que encerrou o período em US$ 94,27 bilhões. O Haiti também apresentou queda, de 12,7%, terminando 2025 com US$ 827,5 milhões.Endividamento pressiona países mais pobresEm escala global, o Banco Mundial aponta que o crescimento do endividamento foi impulsionado principalmente pelos empréstimos contraídos junto a credores privados. A emissão de títulos por entidades públicas aumentou quase 35%, alcançando US$ 251 bilhões, o maior nível em cinco anos.A situação é especialmente preocupante entre os países mais vulneráveis. Nas nações elegíveis a financiamentos em condições facilitadas pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), vinculada ao Grupo Banco Mundial, a dívida externa cresceu 8,1%, chegando a US$ 1,3 trilhão.Segundo o relatório, o peso dos compromissos financeiros ameaça comprometer investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Muitos governos também recorreram à emissão de novos títulos para recomprar dívidas próximas do vencimento e aliviar o calendário de pagamentos, sem, contudo, reduzir significativamente o estoque total de obrigações.Entre 2022 e 2025, os países em desenvolvimento gastaram US$ 436 bilhões a mais com o serviço da dívida do que receberam em novos empréstimos. A desvalorização do dólar também contribuiu para o aumento dos estoques de dívida em alguns países, que terminaram 2025 devendo mais mesmo após realizar pagamentos.No ano passado, as nações de baixa e média renda desembolsaram US$ 1,4 trilhão com o pagamento de dívidas e encargos, mantendo a trajetória de crescimento dessas despesas pelo quinto ano consecutivo. Apesar dos custos elevados, os dados do início de 2026 indicavam que a demanda por financiamento por meio de títulos internacionais permanecia elevada.
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Dívida externa da América Latina cresce e acompanha recorde global de US$ 9,4 trilhões
Relatório do Banco Mundial aponta alta de 5,5% no endividamento de economias de baixa e média renda em 2025; Brasil registrou o maior aumento absoluto da região, enquanto Guatemala liderou em crescimento percentual.
A dívida externa dos países latino-americanos de baixa e média renda acompanhou a tendência global de crescimento e chegou a US$ 9,4 trilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde, segundo o relatório da Dívida Internacional 2026, do Banco Mundial. O montante representa uma alta de 5,5% em relação ao ano anterior, no ritmo mais acelerado desde 2021.
Entre os países da América Latina, a Guatemala apresentou o maior crescimento percentual do endividamento externo, com alta de 18,2%, alcançando
US$ 31,997 bilhões. Em seguida
aparece a Argentina, cuja dívida avançou 16,1%, para
US$ 261,653 bilhões.
O
Paraguai registrou aumento de 14,5%, chegando a
US$ 34,3 bilhões, enquanto a Colômbia teve alta de 13,8%, com obrigações externas de
US$ 255,956 bilhões.
Em valores absolutos, o
Brasil apresentou o maior acréscimo de dívida externa da região, de
US$ 52,809 bilhões. O México ficou em segundo lugar, com aumento de
US$ 47,227 bilhões.
Na contramão da tendência, o Peru registrou redução de 0,2% em sua dívida externa, que encerrou o período em US$ 94,27 bilhões. O Haiti também apresentou queda, de 12,7%, terminando 2025 com US$ 827,5 milhões.
Endividamento pressiona países mais pobres
Em escala global, o Banco Mundial aponta que o crescimento do endividamento foi impulsionado principalmente pelos empréstimos contraídos junto a credores privados. A emissão de títulos por entidades públicas aumentou quase 35%, alcançando US$ 251 bilhões, o maior nível em cinco anos.
A situação é especialmente preocupante entre os países mais vulneráveis. Nas nações elegíveis a financiamentos em condições facilitadas pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), vinculada ao Grupo Banco Mundial, a dívida externa cresceu 8,1%, chegando a US$ 1,3 trilhão.
Segundo o relatório, o peso dos compromissos financeiros ameaça comprometer investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Muitos governos também recorreram à emissão de novos títulos para recomprar dívidas próximas do vencimento e aliviar o calendário de pagamentos, sem, contudo, reduzir significativamente o estoque total de obrigações.
Entre 2022 e 2025, os países em desenvolvimento gastaram US$ 436 bilhões a mais com o serviço da dívida do que receberam em novos empréstimos. A desvalorização do dólar também contribuiu para o aumento dos estoques de dívida em alguns países, que terminaram 2025 devendo mais mesmo após realizar pagamentos.
No ano passado, as nações de baixa e média renda desembolsaram US$ 1,4 trilhão com o pagamento de dívidas e encargos, mantendo a trajetória de crescimento dessas despesas pelo quinto ano consecutivo. Apesar dos custos elevados, os dados do início de 2026 indicavam que a demanda por financiamento por meio de títulos internacionais permanecia elevada.
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