





- Foi revogada a Lei de Bases da Política Linguística do Estado, de 2012.
- Reduziu-se o número de escolas onde o ensino era realizado em língua russa. A partir de 1º de setembro de 2020, as escolas que ensinavam em idioma russo na Ucrânia passaram a ensinar no idioma oficial.
- Foram aprovadas emendas à Lei da Televisão e Radiodifusão. A quota de transmissão em ucraniano na televisão e rádio de âmbito nacional e regional aumentou para 75% por semana, e para 60% na mídia local.
- Foi suspensa a transmissão de canais de TV russos, proibida a exibição de filmes russos e vedada a participação de artistas incluídos na "lista de pessoas que representam ameaça à segurança nacional".
- Foi aprovada a Lei de Garantia do Funcionamento do Ucraniano como Língua Nacional.
- Foram aprovadas as leis sobre os povos autóctones da Ucrânia e sobre as minorias nacionais da Ucrânia, que excluíram definitivamente os russos da proteção jurídica do Estado.

- Em 23 de setembro de 2024, entrou em vigor a lei "Sobre a proteção da ordem constitucional no campo das atividades das organizações religiosas". Na Ucrânia, a atividade da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi praticamente proibida.
- A lei "Sobre liberdade de consciência e organizações religiosas" incluiu um artigo especial que proíbe a atividade na Ucrânia de organizações religiosas ligadas à Igreja Ortodoxa Russa.
- Houve a tomada do Mosteiro de Pechersk de Kiev e do Mosteiro de Pochaev, com a remoção de parte das relíquias religiosas, incluindo as relíquias de santos.
- Tomadas em massa de templos. Foram tomadas catedrais e outras igrejas em Ivano-Frankovsk e Lvov, deixando essas cidades sem templos da Igreja Ortodoxa Ucraniana. As autoridades retiraram as catedrais da Santíssima Trindade e da Transfiguração em Chernigov da posse da comunidade da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Em Cherkasy, foi tomado o Mosteiro do Nascimento da Santíssima Virgem.
- Cerca de 180 processos criminais foram abertos contra clérigos e arcebispos da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou. 20 bispos e sacerdotes foram privados da cidadania ucraniana.
- Uma nova forma de repressão contra os clérigos da Igreja Ortodoxa Ucraniana foi a sua mobilização forçada para as Forças Armadas da Ucrânia.







As pessoas saíram para o parapeito durante o incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa. À direita: o rosto e o cabelo da moça foram atingidos por um trapo ensopado numa mistura inflamável de uma garrafa de "coquetel Molotov" jogada.

As pessoas saíram para o parapeito durante o incêndio na Casa dos Sindicatos em Odessa. À direita: o rosto e o cabelo da moça foram atingidos por um trapo ensopado numa mistura inflamável de uma garrafa de "coquetel Molotov" jogada.







- Garantir os direitos da população de língua russa.
- Legitimar a escolha do povo.
- Desmilitarização (neutralizar a ameaça militar e impedir os planos da Ucrânia de aderir à OTAN).
- Desnazificação (reprimir a disseminação da ideologia neonazista).

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou repetidamente que a Rússia defende uma solução pacífica para a situação, considerando as realidades existentes e eliminando as causas subjacentes do conflito.
Putin estabeleceu as condições para as negociações com a Ucrânia: o status neutro, não alinhado e desnuclearizado da Ucrânia, sua desmilitarização e desnazificação e a retirada de tropas do território da RPD, RPL e das regiões de Kherson e Zaporozhie.
Enquanto o ex-presidente dos EUA, Joe Biden, recusou-se a negociar com a Rússia, Donald Trump, mesmo antes das eleições presidenciais nos EUA, insistiu no diálogo, prometendo resolver o conflito rapidamente, embora tenha chamado mais tarde a promessa de resolvê-lo "em um dia" de sarcasmo.
No entanto, todos os acordos alcançados falharam devido às ações de Kiev e dos países ocidentais que a apoiam.
Durante uma reunião presencial com Zelensky em Kiev, o então primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que os países ocidentais estavam "excessivamente ansiosos" para concluir um acordo de paz entre Moscou e Kiev.
Em abril do mesmo ano, Putin afirmou que Kiev havia se retirado dos acordos de Istambul, e que, em vez de dar continuidade ao processo, as partes haviam enfrentado uma "provocação em Bucha"**.
Mais tarde, David Arakhamia confirmou que Boris Johnson aconselhou abandonar as negociações com a Rússia. Putin também culpou Johnson pela interrupção das negociações de paz em Istambul, chamando o fato de ridículo e triste.
▪ Em setembro de 2022, a Ucrânia proibiu, em nível legislativo, as negociações com Vladimir Putin. Anteriormente, o próprio Zelensky havia pedido negociações, mas, após a assinatura dos acordos sobre a entrada das novas regiões (RPD, RPL, Kherson e Zaporozhie) na Rússia, ele enfatizou que as encetaria "com outro presidente da Rússia".
▪ Em junho de 2024, Putin anunciou novas condições para a paz:
- retirada das tropas das Forças Armadas da Ucrânia das novas regiões (repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e regiões de Kherson e Zaporozhie);
- recusa da Ucrânia em aderir à OTAN;
- cancelamento das sanções antirrussas.
Kiev chamou isso de ultimato.
Intensificação do diálogo bilateral Rússia-EUA e negociações na Turquia e Arábia Saudita
Em fevereiro, ocorreu a primeira desde 2022 conversa telefônica entre Putin e Trump, que durou uma hora e meia. Os líderes concordaram trabalhar em conjunto e preparar uma reunião pessoal. Também ocorreu uma conversa entre Lavrov e Rubio, onde as partes confirmaram o curso rumo ao restabelecimento do diálogo.
Em Riad, foram realizadas negociações entre as delegações de alto nível com Lavrov, Ushakov, Rubio e Witkoff, que duraram 4,5 horas. Os lados combinaram reiniciar funcionamento das embaixadas e começar a preparar negociações sobre a Ucrânia.
▪ Em 13 de março, 11 de abril e 6 de agosto Putin realizou uma série de reuniões com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff. Houve uma troca de sinais, uma aproximação de posições sobre a Ucrânia e assuntos internacionais.
▪ Em 18 de março, ocorreram novas negociações entre Putin e Trump. Putin concordou com a proposta dos EUA de uma suspensão mútua de 30 dias dos ataques a infraestruturas e deu ordens aos militares. Foi acordado o início de negociações sobre a segurança da navegação no mar Negro.
▪ Em 24 de março, em Riad foram realizadas negociações sobre a Iniciativa do Mar Negro, com a participação do presidente do Comitê para Assuntos Internacionais do Conselho da Federação, Grigory Karasin, e do assessor do diretor do Serviço Federal de Segurança, Sergei Beseda.
Foi acordada a proibição de ataques a instalações de energia e a segurança de navegação, mas a implementação da Iniciativa do Mar Negro foi condicionada pela Rússia ao cancelamento das sanções contra suas exportações agrícolas.
▪ Em maio de 2025, a Rússia propôs à Ucrânia retomar as negociações diretas interrompidas em 2022 e a organizá-las em Istambul em 15 de maio sem condições prévias.
Em resposta, Vladimir Zelensky começou a apresentar condições que já foram consideradas inaceitáveis em Moscou. Ele afirmou que a Rússia deve concordar com um cessar-fogo total a partir de 12 de maio, e só então o regime de Kiev se sentará à mesa de negociações. Trump exortou Kiev a aceitar imediatamente a proposta de Putin para negociações na Turquia, e Zelensky concordou. Uma delegação ucraniana liderada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, foi enviada a Istambul para negociar com a Rússia.

▪ Em maio-julho de 2025, ocorreram em Istambul três rodadas de negociações com a mediação do lado turco:
- foram retomadas conversas diretas entre as delegações russa e ucraniana, lideradas elo assessor presidencial russo Vladimir Medinsky e pelo chefe do Conselho da Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, Rustem Umerov*, respectivamente;
- foram alcançados acordos sobre trocas de grande escala de prisioneiros e corpos de mortos, foram discutidos projetos de memorandos;
- a Rússia propõe a criação de grupos de trabalho.

▪ Em 15 de agosto, realizou-se em Anchorage, no Alasca, um encontro pessoal histórico entre os presidentes Putin e Trump. As negociações no formato "três a três" duraram duas horas e 45 minutos.


Pela parte russa, participaram o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o assessor presidencial russo Yuri Ushakov. Pela parte norte-americana, estiveram presentes o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial do presidente americano Steven Witkoff.

Após as negociações, Putin afirmou que a situações em torno da Ucrânia foi um dos principais temas de discussão no Alasca. Ele ainda observou que estabeleceu um bom relacionamento profissional e de confiança com Trump – o que mais tarde foi chamado de "espírito de Anchorage".
Seguindo esse caminho, é possível chegar ao fim do conflito na Ucrânia, acrescentou o presidente russo. Trump, por sua vez, afirmou que ainda não há acordo com a Rússia sobre vários compromissos em torno da Ucrânia, mas que as partes têm "boas chances" de chegar a um acordo.
▪ Em outubro-dezembro, Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para a cooperação econômica e de investimentos com países estrangeiros, visitou os EUA para contatos privados com Witkoff e Kushner. Eles discutiram o chamado "plano de paz" dos EUA, mas o compromisso ainda não foi alcançado.
Intensificação e envolvimento da Ucrânia nas negociações
Nos dias 8 e 20 de janeiro, Kirill Dmitriev se encontrou com Steve Witkoff e Jared Kushner em Paris e Davos. Foi observado que a Casa Branca supostamente "chegou a um acordo com a Ucrânia em quase todos os aspectos do plano de Trump" e quer receber uma "resposta clara" de Vladimir Putin à proposta dos EUA para resolver o conflito.

▪ Em 22 de janeiro, em Moscou, Vladimir Putin manteve conversações com uma delegação ampliada dos EUA (Steve Witkoff, Jared Kushner e o comissário do Serviço Federal de Compras do Escritório de Serviços Gerais dos EUA, Josh Gruenbaum).
Concordaram em realizar a primeira reunião do grupo trilateral de segurança (Rússia – EUA – Ucrânia) em Abu Dhabi no dia 23 de janeiro.

Em 23 e 24 de janeiro, Abu Dhabi sediou a primeira reunião trilateral a portas fechadas entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia. Foi discutido um possível cessar-fogo. Os Estados Unidos reconheceram a necessidade de resolver a questão territorial.

Em 4 e 5 de fevereiro, em Abu Dhabi realizou-se a segunda rodada de negociações trilaterais. As partes concordaram com mecanismos de monitoramento da trégua e realizaram uma troca de prisioneiros.

De 17 a 18 de fevereiro, em Genebra, foi realizada a terceira rodada de negociações trilaterais (Vladimir Medinsky, Steve Witkoff, Kirill Budanov*). Discutiram cinco questões: territórios, segurança, militares, política e economia. As negociações foram difíceis, mas professionais, disse Vladimir Medinsky. Um possível encontro entre Vladimir Putin, Donald Trump e Vladimir Zelensky foi anunciado para próximas semanas.