O país é membro da União Europeia desde 2007 e conclui agora o processo de adoção da moeda única.
A decisão foi precedida por amplo debate interno. Em Sófia e em outras grandes cidades, opositores ao fim da moeda nacional, o lev búlgaro, realizaram amplas manifestações contra a entrada na zona do euro.
Em agosto de 2024, o Parlamento búlgaro aprovou em definitivo a lei que institui o euro como moeda nacional. O presidente Rumen Radev tentou barrar a medida no Tribunal Constitucional, ao questionar a rejeição de um referendo nacional sobre o tema.
Embora a corte tenha considerado ilegal a negativa do Parlamento em realizar a consulta popular, a decisão não alterou o cronograma de adesão ao euro.
A medida ainda acontece em meio à crise do bloco, que convive com um crescimento estagnado, além de problemas políticos e econômicos. Em publicação recente, o jornal The New York Times afirmou que a Europa atravessa hoje um de seus piores momentos devido à estagnação industrial e à crescente dependência econômica de outros grandes atores globais.
"O crescimento econômico, há muito tempo lento, praticamente desapareceu, e até mesmo a Alemanha, um gigante industrial, enfrenta recessão. O dinamismo se esvaiu, substituído por uma dependência dolorosa", diz o texto.
Os autores da análise destacam que os produtos e as tecnologias avançadas chegam à Europa dos Estados Unidos, enquanto os minérios mais importantes são fornecidos pela China. E isso, segundo o artigo, representa uma grave ameaça aos europeus.
Citando um relatório do ex-primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, os autores afirmam que a economia europeia enfrenta inúmeros problemas, desde baixa competitividade até produtividade estagnada.
Quanto à defesa de seus interesses no cenário internacional, o texto ressalta que os países europeus dependem fortemente do apoio militar e financeiro dos Estados Unidos, apesar de sua aspiração por independência nessa área.