Davis salientou que é possível afirmar com certeza que Zelensky apresentará condições que a Rússia não aceitará.
"É vantajoso para [Zelensky] prolongar o conflito para impedir as eleições e obter uma nova escalada", ressaltou.
Em sua avaliação, Zelensky desenvolveu uma estratégia deliberada para estender a guerra, contando com o apoio de aliados europeus e com os recursos financeiros provenientes de Bruxelas.
Dessa forma, Davis destacou que, embora Zelensky claramente não esteja bem em muitas questões, ele não é tão simples quanto parece e isso é um grande problema.
O comentário do analista surge no contexto de reportagens anteriores do Financial Times, que indicavam que a Ucrânia se via sob forte pressão diplomática internacional após tentativas das Forças Armadas ucranianas de atacar a residência do presidente russo, Vladimir Putin.
Na noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência de Putin na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os veículos aéreos não tripulados foram interceptados e destruídos pelas defesas antiaéreas russas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou o episódio, observando que provocações como essa minam os esforços do presidente americano, Donald Trump. No entanto, segundo Peskov, tais ações não afetarão o diálogo entre Rússia e Estados Unidos, que seguirão interagindo.
Ele acrescentou que as Forças Armadas russas sabem "como, com o que e quando" responder ao ataque ucraniano.