O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, teve sua primeira ligação com o presidente Donald Trump, dos EUA, na noite de quarta-feira (7), após Trump ter feito ameaças de ações militares contra o país sul-americano. A aproximação de Washington e Bogotá ocorre menos de uma semana após o sequestro do líder venezuelano, Nicolás Maduro, por forças norte-americanas.
Os dois presidentes concordaram em ações conjuntas dos países no combate contra guerrilhas na Colômbia, especificamente o Exército de Libertação Nacional (ELN). O grupo atua na fronteira do país com a Venezuela e tem enfrentado o governo de Petro com ataques constantes e sequestro de agentes de segurança.
O ELN também vê o governo de Trump como inimigo, tendo feito em dezembro de 2025 um confinamento de civis em seu domínio como uma "greve armada" em resposta às ameaças intervencionistas dos EUA.
Segundo o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, Petro aceitou o convite de Trump para uma conversa em Washington e pediu "ajuda para atingir duramente o ELN na fronteira" com a Venezuela. A Colômbia compartilha uma fronteira de 2,2 mil km com o país, região onde atuam diferentes gangues de mineração ilegal, narcotráfico e contrabando.
Em novembro de 2025, Petro tinha pedido ao Catar para atuar como interlocutor para a crise entre a Colômbia e os Estados Unidos. O país do Oriente Médio tem atuado como mediador em conflitos pelo mundo, participando ativamente no acordo de cessar-fogo entre a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda.