Panorama internacional

EUA com sua política cedem influência global à China, diz mídia

Durante o segundo mandato presidencial de Donald Trump, os Estados Unidos causam menos temor em seus adversários tradicionais, enquanto seus aliados, especialmente na Europa, se sentem cada vez mais distantes, afirma o jornal The Guardian, citando dados de uma pesquisa.
Sputnik
Segundo o jornal, com base nos dados da pesquisa, a maior parte da população mundial acredita hoje que a conhecida abordagem do presidente norte-americano Donald Trump, "Make America Great Again", que coloca em primeiro lugar os interesses dos próprios EUA, paradoxalmente contribui para o renascimento da influência da China.
A pesquisa do think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR, na sigla em inglês) também revelou que a maioria dos entrevistados em 21 países espera um aumento da influência global da China na próxima década.
Em particular, cerca de 26 mil entrevistados de 13 países europeus, além dos EUA, China, Rússia, Índia, Turquia, Brasil, África do Sul e Coreia do Sul, manifestaram expectativa de que o peso da China no cenário internacional cresça nos próximos dez anos.
Mais do que isso, a pesquisa mostrou que há apenas dois países em que a maioria dos entrevistados considera a China uma ameaça: a Ucrânia e a Coreia do Sul. Ao mesmo tempo, o número de pessoas que veem a China como aliada aumentou nos últimos dois anos no Brasil, na África do Sul e na Índia.
Nesses mesmos países, bem como na Turquia e nos próprios Estados Unidos, a maioria dos entrevistados não acreditava que a influência norte-americana vá continuar crescendo.
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"Em meio a uma atitude cada vez mais favorável em relação à China, o status dos EUA como aliado diminuiu em quase todos os países incluídos no estudo", afirma a publicação.

Com base nas declarações dos pesquisadores, os autores da publicação resumiram que a pesquisa revelou "um mundo em que as ações dos EUA fortalecem a posição da China", acrescentando que a intervenção de Trump na Venezuela e suas ambições territoriais sobre a Groenlândia sugerem que "ele decidiu que é melhor, para uma grande potência, ser temida do que amada".
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