Na avaliação do historiador cubano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta tomar decisões cautelosas em relação a Cuba porque compreende a prontidão do povo cubano para lutar contra qualquer agressão externa, custe o que custar.
"Os Estados Unidos devem considerar seriamente as consequências da escalada das tensões [com Cuba]. Embora o povo cubano seja pacífico e trabalhador, está disposto a correr grandes riscos para não se submeter a nenhuma potência", disse Alemán.
Segundo o historiador, é por isso que Washington, como principal opção, continua buscando o isolamento econômico de Cuba na arena regional, construindo uma aliança com governos que compartilham sua estratégia de segurança nacional, tentando dificultar o comércio da ilha e, em particular, o fornecimento de petróleo.
"Independentemente das diferenças que temos entre nós, existe um conceito de pátria que está acima da rivalidade política e das diferenças ideológicas", acrescentou o interlocutor da agência.
Após a invasão da Venezuela pelos EUA em 3 de janeiro e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, Trump descartou a realização de uma operação semelhante em Cuba, dizendo que o governo da ilha poderia cair até sem isso.
No domingo (11), ele disse que não haveria "mais petróleo ou dinheiro para Cuba da Venezuela" e pediu a Havana que fizesse um acordo com os Estados Unidos "antes que seja tarde demais".
Ao mesmo tempo, nesta quinta-feira (15), a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que Moscou classifica como inaceitável o uso de linguagem baseada em chantagem e ameaças em relação à "Ilha da Liberdade", seu povo e seu governo.