"Particularmente na agricultura e agroalimentar, energia e finanças", disse Carney. "É aí que acredito que podemos obter progressos imediatos e sustentáveis", disse ele em reunião com seu homólogo.
Carney, o primeiro-ministro canadense a visitar a China desde 2017, esteve em missão em Pequim esta semana para uma nova parceria com o segundo maior parceiro comercial do Canadá, depois dos Estados Unidos, dando continuidade a meses de esforços diplomáticos para superar tensões e conflitos anteriores.
Carney afirmou que busca entrar em uma "nova era de relações” com a China, e que os dois países assinaram nesta semana uma série de acordos nas áreas de energia, agricultura e saúde animal.
O encontro é o segundo entre os dois líderes, após uma conversa que tiveram à margem da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) na Coreia do Sul, na Coreia do Sul, em outubro passado.
O primeiro-ministro Li Qiang disse, em uma tradução ao vivo fornecida pelo governo chinês nesta semana, que a reunião de Carney com Xi abrirá caminho para um "crescimento ascendente" na relação entre os dois países.
Inicialmente, Ottawa havia seguido a linha de Washington, impondo tarifas de 100% sobre carros elétricos chineses. Pequim reagiu com taxas sobre produtos agrícolas e alimentos canadenses. A situação se agravou quando os Estados Unidos passaram a adotar novas restrições econômicas contra o Canadá, o que, segundo a CNN, forçou o governo canadense a "reavaliar profundamente" sua relação com Pequim.