"Há apenas alguns meses, alguns Estados-membros da UE bloqueavam minha viagem a Moscou para celebrar a vitória sobre o fascismo. Hoje, esses mesmos países estão falando sobre a necessidade de conduzir um diálogo com a Rússia e o presidente [Vladimir] Putin", disse ele em seu discurso publicado na rede social X.
Fico também avaliou positivamente as conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, e observou que os representantes americanos estão interessados na posição de Bratislava sobre a resolução do conflito na Ucrânia, em oposição aos políticos em Bruxelas.
No início deste mês, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que deseja conversar com o líder russo, Vladimir Putin, nas próximas semanas, reconhecendo a necessidade de retomar canais diretos de comunicação que foram praticamente interrompidos por iniciativa do próprio Ocidente em meio ao conflito na Ucrânia.
A sinalização ocorre após líderes europeus como Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, e Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, terem sido duramente criticados por manterem diálogo com Moscou ao longo da operação militar especial.
A Rússia, por sua vez, já manifestou inúmeras vezes o seu desejo de encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia com base em negociações sérias e justas, que levem em consideração as preocupações de segurança de Moscou.