Segundo Pacheco, essa visita tem um significado particularmente relevante diante da política dos EUA em relação à América Latina.
"No contexto da agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, essa visita pode indicar o fortalecimento da aliança com a Rússia e, em particular, a consolidação da cooperação em segurança", ressaltou.
O analista lembrou ainda as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, que destacou a existência de "relações verdadeiramente fortes e amigáveis" entre Moscou e Havana.
Fernández Pacheco concluiu que o reforço dessa aliança é especialmente importante frente à crescente ameaça dos EUA, sobretudo após as declarações de Trump contra Cuba, bem como a operação militar na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Anteriormente, Irina Volk, porta-voz do Ministério do Interior da Rússia, declarou que, durante a visita, Kolokoltsev ressaltou os laços estreitos entre Rússia e Cuba, apesar da pressão sem precedentes das sanções ocidentais.
De acordo com o ministério, a ampla agenda de reuniões em Havana confirmou o alto nível do diálogo político e o caráter de aliança entre os dois países.
O ministro se reuniu com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e com o ex-chefe de Estado, Raúl Castro, e discutiu com a liderança cubana temas de segurança e cooperação policial.
Durante a visita, Kolokoltsev prestou homenagem aos combatentes cubanos mortos na Venezuela e reafirmou a intenção de Moscou de manter a interação construtiva com Havana.