Analistas como Alexandra Symeonidi, da William Blair, que falaram ao South China Morning Post, consideram a alta justificável, citando o aumento dos riscos globais e o impacto de crises recentes envolvendo Venezuela e Groenlândia. Esses eventos reforçaram a procura por segurança, alimentando o movimento de valorização.
Antonio Di Giacomo, da XS.com, destacou à mídia que a demanda ativa por ativos de refúgio continua a sustentar os preços, em um cenário de incerteza econômica e volatilidade persistente nos mercados financeiros. Esse comportamento reforça o papel do ouro como porto seguro em períodos turbulentos.
O Goldman Sachs projeta novas altas até 2026 e elevou sua meta para US$ 5.400 (R$ 28.610) ao fim do ano, apoiado pela forte demanda de investidores privados. Para o grupo, o metal seguirá beneficiado pela combinação de instabilidade geopolítica e busca por estabilidade patrimonial.
Segundo Lynn Song, do ING, o ouro vive um impulso alimentado por tensões globais, afrouxamento monetário e receios sobre a fraqueza do dólar. Esse movimento também atraiu investidores de varejo, cujo interesse vem crescendo de forma consistente ao longo do último ano.
A instabilidade política internacional — incluindo o sequestro de Nicolás Maduro e a ofensiva diplomática dos EUA sobre territórios estratégicos — reforça a percepção de risco. Paralelamente, Symeonidi observa que a incerteza sobre a Reserva Federal dos EUA (Fed) e a tendência de diversificação de reservas devem manter bancos centrais como compradores relevantes, com destaque para o PBOC, que tende a ampliar sua exposição ao ouro em detrimento do dólar.