Em
São Paulo (SP), ato ocorreu de forma pacífica e teve início por volta das 17h em frente ao Theatro Municipal, no Centro.
Candidato à presidência nas últimas eleições, Leonardo Péricles afirmou à Sputnik Brasil que a manifestação desta quarta-feira faz parte de movimento mundial contra o imperialismo e o risco de um novo conflito em nível global.
Para ele, o ato reafirma a "grande farsa que foi a invasão da Venezuela", que tem correlação direta com a busca pelo petróleo venezuelano.
Foram confirmados atos em 12 cidades brasileiras, no total, sendo 10 capitais. No Norte, em Manaus (AM) e Belém (PA); no Nordeste, em Fortaleza (CE), Natal (RN), Maceió (AL) e Salvador (BA); no sudeste, em São Paulo (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP) e Rio de Janeiro (RJ); no Sul, em Porto Alegre (RS); e no Centro-Oeste, em Brasília (DF).
Os atos são organizados por movimentos sociais e políticos e fazem parte de articulação internacional de solidariedade ao povo do país caribenho e de repúdio à escalada militar, econômica e diplomática na região. Estavam previstos movimentos também em outros países da América Latina.
Especialistas entendem que a ação abre precedente para novas intervenções em território latino-americano, sob alegação de combate ao narcotráfico e da "segurança nacional", mesmo sem provas.
Segundo a mídia, o
secretário de Estado americano,
Marco Rubio, deverá avisar hoje ao Senado que a presidente interina,
Delcy Rodríguez, poderá ser deposta, assim como Maduro, caso não coopere com Trump.
Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse estar "indignado" com a ofensiva americana. Ele a classificou como um desrespeito com a integridade territorial, e disse que a América do Sul é um "território de paz".