Em entrevista à Sputnik, o especialista em direito internacional Hadi Issa Dalul afirmou que os EUA estavam plenamente cientes de que as tentativas de incluir as alianças regionais do Irã e seu arsenal de mísseis nas negociações nucleares do ano passado, na Jordânia, levariam a um impasse.
Embora o Irã não tenha um plano ou política de ataque preventivo, comentou, a resposta será dura e multifacetada, "atingindo locais e países específicos, incluindo vários alvos em Israel”, alertou Dalul.
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar Teerã ontem (28) a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear, ameaçando um ataque ainda mais devastador que a operação de 2025. O Irã já rejeitou possíveis negociações e prometeu resposta dura. O líder estadunidense também afirmou que uma frota de navios, maior que a enviada à Venezuela e liderada pelo USS Abraham Lincon pode ser utilizada a qualquer momento.
"O Irã desenvolveu sistemas de mísseis capazes de inutilizar ativos militares dos EUA, além de ter a capacidade de fechar o Estreito de Hormuz", observou o especialista, referindo-se ao ponto estratégico de navegação por onde passa cerca de 20% da demanda diária mundial de petróleo.
Ele acrescentou que uma retaliação iraniana poderia fragmentar a liderança dos EUA, "pois ninguém quer ser responsabilizado por danos ou perdas, especialmente depois de o Irã tê-los alertado com antecedência".
"Se houver algum debate em Washington sobre atacar ou não o Irã, ele ocorre entre "pessoas racionais que entendem e reconhecem as capacidades do Irã [...] e falcões imprudentes, indiferentes às consequências", disse Dalul.