Ciência e sociedade

Planeta similar à Terra pode estar em zona habitável a 146 anos-luz, dizem pesquisadores (IMAGENS)

O planeta, apenas 6% maior que a Terra e localizado a 146 anos-luz, pode ter 50% de chance de estar na zona habitável de sua estrela semelhante ao Sol. Detectado por cientistas e por um projeto de ciência cidadã, o mundo gelado pode ser alvo da próxima geração de telescópios.
Sputnik
De acordo com um artigo publicado no Astrophysical Journal Letters, cientistas anunciaram a descoberta de HD 137010 b, um planeta do tamanho da Terra localizado a cerca de 146 anos-luz, com aproximadamente 50% de chance de estar na zona habitável de sua estrela, que é semelhante ao Sol. Ele é cerca de 6% maior que a Terra e apresenta condições que lembram as de Marte.
A identificação do planeta foi feita por uma equipe internacional usando dados da missão K2, a extensão do telescópio espacial Kepler, coletados em 2017. Segundo o The Guardian, a pesquisadora Chelsea Huang explicou que o planeta tem uma órbita muito parecida com a da Terra, com duração de cerca de 355 dias.
Comparação de tamanho do HD 137010 b com a Terra (C) e Marte (D)
Huang destacou que a estrela de HD 137010 b está relativamente próxima — cerca de 150 anos-luz — o que torna o planeta especialmente interessante. Ela comparou o achado ao de Kepler-186f, outro candidato habitável, mas muito mais distante e difícil de observar.
O planeta foi detectado por meio do método de trânsito, quando ele passou brevemente diante de sua estrela, causando um leve escurecimento. Esse sinal inicial foi identificado por cientistas cidadãos, entre eles Alexander Venner, que participou do projeto Caçadores de Planetas ainda no ensino médio.
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Astrônomos provam pela 1ª vez ligação de estrela em formação e supernova (FOTO)
De acordo com a mídia britânica, Venner afirmou que a descoberta marcou sua trajetória científica e descreveu como "incrível" retornar ao projeto e contribuir para um achado tão relevante. A equipe inicialmente duvidou do resultado, mas confirmou o trânsito após múltiplas verificações.
Segundo Huang, o brilho e a proximidade da estrela tornam o planeta um alvo ideal para a próxima geração de telescópios, que poderá investigar suas características com mais precisão. No entanto, a estrela é mais fria e menos brilhante que o Sol, o que sugere temperaturas superficiais potencialmente abaixo de –70°C.
A astrofísica Sara Webb, que não participou do estudo, considerou a descoberta promissora, mas ressaltou que apenas um trânsito foi observado — e o padrão científico exige três para confirmar um exoplaneta. Ela alertou que HD 137010 b pode ser uma "super bola de neve", um mundo gelado com grande quantidade de água congelada, e lembrou que, mesmo relativamente próximo, levaríamos dezenas ou centenas de milhares de anos para alcançá-lo com a tecnologia atual.
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