"O Iêmen rejeita categoricamente qualquer agressão dos EUA contra a República Islâmica do Irã e reafirma sua total solidariedade com o país. Atribuímos total responsabilidade aos Estados Unidos por qualquer escalada e suas consequências, enquanto as opções de resposta são uma questão soberana que deve ser decidida pela liderança com base em sua avaliação da situação", disse Assad.
Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que diversos navios da Marinha norte-americana estavam se dirigindo ao Irã, acrescentando que esperava que Teerã concordasse em negociar e assinar um acordo "justo e equitativo" que envolvesse o abandono completo de supostas armas nucleares.
Trump alertou que, caso não fosse alcançado um acordo sobre o programa nuclear iraniano, qualquer futuro ataque dos EUA ao país seria "muito pior" do que os anteriores.
Com o aumento das tensões entre EUA e Irã e a redução das oportunidades para um acordo negociado, a iminência de um ataque estadunidense gera uma série de hipóteses sobre a retaliação que virá por parte de Teerã.
Em entrevista à Sputnik, o especialista em direito internacional Hadi Issa Dalul afirmou que os EUA estavam plenamente cientes de que as tentativas de incluir as alianças regionais do Irã e seu arsenal de mísseis nas negociações nucleares do ano passado, na Jordânia, levariam a um impasse.
Embora o Irã não tenha um plano ou política de ataque preventivo, comentou, a resposta será dura e multifacetada, "atingindo locais e países específicos, incluindo vários alvos em Israel", alertou Dalul.