Panorama internacional

OPEP+ prevê volatilidade no mercado de petróleo devido a eventos na Venezuela e no Irã

Os países da OPEP+ observaram, na reunião realizada neste domingo (1º), uma elevada volatilidade no mercado global de petróleo, relacionada, entre outros fatores, à situação na Venezuela e aos riscos envolvendo o Irã, informou o vice-premiê russo Aleksandr Novak.
Sputnik
"Foi destacado hoje que o mercado apresenta grande volatilidade e incerteza, associadas a fatores geopolíticos, sobretudo aos acontecimentos ocorridos na Venezuela e aos riscos ligados ao Irã", afirmou Novak.
O vice-primeiro-ministro ressaltou que Irã e Venezuela estão entre os principais países exportadores de petróleo e fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
"O Estreito de Ormuz, como sabemos, também vive uma situação tensa. Por essa rota passam cerca de 30% de todo o petróleo mundial, se considerarmos o transporte marítimo, além de aproximadamente 13% dos derivados de petróleo", acrescentou Novak.
A autoridade russa destacou ainda que todos esses riscos já estão sendo levados em conta pelo mercado.
Em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que diversos navios da Marinha norte-americana estavam se dirigindo ao Irã, acrescentando que esperava que Teerã concordasse em negociar e assinar um acordo "justo e equitativo" que envolvesse o abandono completo de supostas armas nucleares.
Trump alertou que, caso não fosse alcançado um acordo sobre o programa nuclear iraniano, qualquer futuro ataque dos EUA ao país seria "muito pior" do que os anteriores.
Panorama internacional
EUA aliviam algumas sanções ao petróleo da Venezuela para beneficiar empresas americanas
Já a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou no início da semana como "ofensivas" as declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que afirmou que seu governo administrará a venda de petróleo e "outros recursos" do país caribenho.
"O secretário do Tesouro dos EUA fez declarações pouco pertinentes e ofensivas, e tenho que responder: o povo da Venezuela não aceita ordens de nenhum fator externo; o povo da Venezuela tem um governo, e este governo obedece ao povo", afirmou Rodríguez durante um ato oficial sobre a reforma da Lei de Hidrocarbonetos.
Os EUA realizaram um ataque militar contra a Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York para serem julgados por crimes de narcotráfico.
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