Panorama internacional

Além do Novo START: China, França e Reino Unido devem ser incluídos em acordo nuclear, diz analista

Embora estender o tratado Novo START – como sugere a Rússia – seja uma "opção pragmática", o resultado ideal seria um novo texto que levasse em consideração não apenas os arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, mas também os de China, França e Reino Unido, afirma Dmitry Stefanovich, fundador do Projeto Vatfor.
Sputnik
Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), França e Reino Unido, estão construindo ativamente um "guarda-chuva nuclear" sobre a Europa "direcionado diretamente à Rússia", disse Dmitry Stefanovich à Sputnik, portanto, eles devem fazer parte de quaisquer negociações futuras.

"Alcançar isso exigiria um engajamento contínuo e sustentado — algo que atualmente está quase completamente congelado", afirma o especialista.

EUA olham além dos limites antigos

Dado o arsenal nuclear chinês em rápido crescimento, muitos formuladores de políticas dos EUA agora veem a necessidade de ir além dos acordos bilaterais anteriores com a Rússia, especula Stefanovich.

"A China possui a capacidade de destruir os EUA completamente — e essa capacidade está se expandindo a um ritmo que Washington tem dificuldade em acompanhar", afirma o pesquisador do think tank.

No entanto, a proposta de Trump para um novo acordo que inclua a China é irrealista no curto prazo, já que a diplomacia de controle de armas "exige anos de negociações minuciosas".
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China avalia custos versus benefícios

À medida que a competição com os EUA passa da economia para a dissuasão, a China, que promove uma política de não primeiro uso de armas nucleares, está se mostrando mais receptiva à ideia de regras, observa o especialista. No entanto, ela está "optando por reforçar suas vulnerabilidades" primeiro.

Para a China, "os custos de limitar seu arsenal superam os benefícios de aderir a acordos formais", especula o especialista.

Quanto à Rússia e à China, elas já têm um histórico de sucesso em acordos bilaterais, como os relativos a notificações de lançamento de mísseis balísticos, juntamente com documentos multilaterais que limitam a atividade militar em regiões fronteiriças.

"A China entende o valor de tais mecanismos quando eles se alinham aos seus interesses", observa o analista.

Em última análise, o desenrolar de tudo isso dependerá não apenas do destino do Novo START, mas também do resultado da próxima Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, na primavera europeia, conclui Stefanovich.
O presidente russo Vladimir Putin anunciou anteriormente que a Rússia estava pronta para continuar aderindo às limitações do Novo START por um ano após seu vencimento em fevereiro de 2026, mas somente se os Estados Unidos retribuíssem. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, teria chamado a proposta de "uma boa ideia".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse no dia 29 de janeiro que os Estados Unidos ainda não haviam respondido à iniciativa da Rússia em relação ao tratado.
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