Segundo Tajani, a Carta Constitucional italiana estabelece que o país só pode participar de organizações internacionais em que haja condições de igualdade com outros Estados, o que, na avaliação do governo, não se aplica à estrutura do novo órgão liderado pelos EUA.
A regra legal foi apontada como obstáculo insuperável para a assinatura do acordo, apesar de a Itália se declarar aberta ao diálogo sobre iniciativas de paz. Anteriormente, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, já havia indicado que a questão constitucional representava uma barreira para a participação imediata.
A iniciativa do chefe da Casa Branca tem como objetivo coordenar esforços diplomáticos e possíveis soluções para conflitos como o da Faixa de Gaza. A composição e as atribuições do conselho também levantaram críticas de aliados europeus, que temem que o projeto funcione como uma estrutura paralela à Organização das Nações Unidas (ONU) com liderança concentrada nos EUA.