"Eu estou vendo um movimento, por exemplo, da Força Aérea Brasileira, que assinou um memorando de entendimento com a gente recentemente. Existe um movimento do poder público no sentido de caminhar junto com a indústria para viabilizar a indústria nacional. Mas, se demorarmos muito, podemos perder o bonde. Olha o exemplo da Turquia: não tinha nada parecido com a tradição aeronáutica que nós temos e, em cerca de dez anos, se tornou um ator importante na fabricação de drones no mundo. O Brasil tem tecnologia embarcada, tem engenheiros, tem talento, mas historicamente faltou iniciativa", afirma, embora acredite que os ventos começam a mudar para o setor.
O Brasil fabrica drones?
"Estamos investindo ainda em uma plataforma menor, o Albatroz Vortex, que é o nosso modelo propulsionado a turbina, desenvolvido para testar a turbina da nossa parceira Aeroconcepts, a primeira turbina aeronáutica brasileira funcional. Além disso, temos o Albatroz original, movido a hélice, com autonomia de 24 horas e peso máximo de decolagem de 150 quilos. Hoje, nós temos uma gama de produtos que vai desde pequenas munições vagantes, passando por médias munições vagantes na faixa de 100 quilos, drones de 150 quilos, e chega até drones de 700 quilos de peso máximo de decolagem", explica.
Indústria de defesa: ausência de coordenação nacional
Meta de dominar até 75% das tecnologias críticas de defesa
"O Brasil é quase 100% dependente de tecnologias de defesa de países da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e de Israel. Tem alguma coisa brasileira, mas somos dependentes desses países para quase todos os produtos e tecnologias necessárias."