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Amazônia ganha polo militar de pesquisa em movimento estratégico do Exército, opina analista
Amazônia ganha polo militar de pesquisa em movimento estratégico do Exército, opina analista
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A criação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia marca um movimento estratégico de regionalização militar e fortalecimento científico, ampliando a... 03.02.2026, Sputnik Brasil
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A iniciativa, segundo ele, responde a desafios urgentes. A instalação do instituto no Norte do país representa, para Farinazzo, um passo decisivo na adaptação das Forças Armadas às realidades regionais. Em entrevista à Sputnik, o capitão da reserva lembra que o Brasil é um território de dimensões continentais e que soluções centralizadas já não atendem às necessidades operacionais. "É importante essa regionalização de centros de excelência do Exército brasileiro", afirmou, destacando que a Amazônia exige capacidades específicas e presença permanente.Farinazzo lembra que projetos dessa natureza costumam ter longa maturação dentro das Forças Armadas. Ainda assim, reconhece que o impacto regional da crise venezuelana serviu de alerta.Do ponto de vista estratégico, o novo instituto pode ajudar a reduzir o atraso tecnológico da América Latina em relação às grandes potências militares. Farinazzo lista lacunas críticas: ausência de satélites próprios, programas robustos de drones, domínio incompleto de tecnologias de mísseis e a inexistência de submarinos nucleares.Segundo o militar, isto resulta de pressões históricas norte-americanas sobre a América Latina para que as forças armadas na região fossem voltadas para a defesa de fronteiras, combate ao narcotráfico, segurança interna, etc., o que "não atende às necessidades de um país como o Brasil, que é cobiçado por ter muitas riquezas", defendeu o militar destacando ainda haver "gaps tecnológicos bastante sensíveis que precisam ser preenchidos da forma mais urgente possível" em função da realidade mais complexa de hoje.A chegada de uma extensão do Instituto Militar de Engenharia (IME) ao Amazonas também é vista como resposta a uma demanda histórica da sociedade. Farinazzo lembra que, por décadas, a maior parte das unidades militares esteve concentrada no Sudeste. Entre as áreas prioritárias de desenvolvimento, o capitão destaca o setor aeroespacial, sistemas de mísseis, telemetria, giroscopia, satélites independentes e drones de uso descartável — tendência consolidada em conflitos recentes. Ele também aponta a necessidade de autonomia tecnológica em inteligência artificial (IA). A crescente atenção internacional sobre a Amazônia também exige respostas firmes, segundo o militar. Farinazzo critica declarações estrangeiras que relativizam a soberania brasileira sobre a região. "O Brasil é um país soberano. Essas ingerências internacionais têm que ser encaradas com bastante reserva", afirmou, completando que é preciso não apenas reforçar a presença militar na Amazônia, mas proteger seus portos e ampliar capacidades estratégicas no Atlântico Sul.Farinazzo conclui que o Brasil deve construir uma estratégia própria, alinhada às suas necessidades e não às agendas externas: "Os interesses do Brasil não são os interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN], não são os interesses dos Estados Unidos".
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'Brasil sem a Amazônia não é o Brasil', aponta especialista militar
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Amazônia ganha polo militar de pesquisa em movimento estratégico do Exército, opina analista
06:50 03.02.2026 (atualizado: 07:08 03.02.2026) A criação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia marca um movimento estratégico de regionalização militar e fortalecimento científico, ampliando a prontidão das Forças Armadas em uma das áreas mais sensíveis do território brasileiro, afirmou em entrevista à Sputnik o capitão da reserva da Marinha do Brasil Robinson Farinazzo.
A iniciativa, segundo ele, responde a desafios urgentes. A instalação do instituto no Norte do país representa, para Farinazzo, um passo decisivo na adaptação das Forças Armadas às realidades regionais.
Em entrevista à Sputnik, o capitão da reserva lembra que o Brasil é um território de
dimensões continentais e que soluções centralizadas já não atendem às necessidades operacionais.
"É importante essa regionalização de centros de excelência do Exército brasileiro", afirmou, destacando que a Amazônia exige capacidades específicas e presença permanente.
O capitão ressalta que o recente episódio de tensão na Venezuela reforçou a percepção de vulnerabilidades no entorno estratégico brasileiro. "Isso acabou despertando no Brasil uma visão bastante pungente das ameaças que se avizinham no horizonte", disse. Para ele, a decisão de criar o instituto não nasce desse evento, mas pode ter sido acelerada por ele.
Farinazzo lembra que projetos dessa natureza
costumam ter longa maturação dentro das Forças Armadas. Ainda assim, reconhece que o impacto regional da
crise venezuelana serviu de alerta.
"Os acontecimentos podem ter precipitado a decisão. [...] Porque, na verdade, o que aconteceu na Venezuela teve um impacto muito grande no meio militar do Brasil. Todo mundo olhou e falou, isso aconteceu lá e não é difícil acontecer em outro país da América Latina", afirmou.
Do ponto de vista estratégico, o novo instituto pode
ajudar a reduzir o atraso tecnológico da América Latina em relação às
grandes potências militares. Farinazzo lista lacunas críticas: ausência de satélites próprios, programas robustos de drones, domínio incompleto de tecnologias de mísseis e a inexistência de submarinos nucleares.
Segundo o militar, isto resulta de
pressões históricas norte-americanas sobre a América Latina para que as forças armadas na região fossem voltadas para a defesa de fronteiras, combate ao narcotráfico, segurança interna, etc., o que "
não atende às necessidades de um país como o Brasil, que é cobiçado por ter muitas riquezas", defendeu o militar destacando ainda haver "gaps tecnológicos bastante sensíveis que precisam ser preenchidos da forma mais urgente possível" em função da
realidade mais complexa de hoje.
A chegada de uma extensão do Instituto Militar de Engenharia (IME) ao Amazonas também é vista como resposta a uma demanda histórica da sociedade. Farinazzo lembra que, por décadas, a maior parte das unidades militares esteve concentrada no Sudeste.
"O Exército tem feito um
esforço muito grande de transladar essas unidades para outras regiões do país", afirmou. Para ele, o movimento fortalece a presença do Estado e
amplia oportunidades de formação e pesquisa na região.
Entre as áreas prioritárias de desenvolvimento, o capitão destaca o setor aeroespacial, sistemas de mísseis, telemetria, giroscopia, satélites independentes e drones de uso descartável — tendência consolidada em conflitos recentes. Ele também aponta a necessidade de autonomia tecnológica em inteligência artificial (IA).
"O
Brasil precisa ter um sistema de inteligência artificial próprio. A gente
não pode depender mais de AIs importadas", defendeu.
A crescente atenção internacional sobre a Amazônia também exige respostas firmes, segundo o militar. Farinazzo
critica declarações estrangeiras que relativizam a soberania brasileira sobre a região. "O
Brasil é um país soberano. Essas ingerências internacionais têm que ser encaradas com bastante reserva", afirmou, completando que é preciso não apenas
reforçar a presença militar na Amazônia, mas proteger seus portos e
ampliar capacidades estratégicas no Atlântico Sul.
Farinazzo conclui que o Brasil deve construir uma estratégia própria, alinhada às suas necessidades e não às agendas externas: "Os interesses do Brasil não são os interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN], não são os interesses dos Estados Unidos".
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