Nebenzya afirmou que a Rússia ainda não recebeu nenhuma reação final e claramente formulada de Washington à proposta do presidente russo, Vladimir Putin, de manter o status quo. Portanto, Moscou vai prosseguir agora do fato de que ambas as partes não estão vinculadas a nenhuma obrigação no contexto do acordo.
"No entanto, em qualquer caso, o nosso país agirá com responsabilidade e ponderação, com base na análise da situação no campo da estabilidade estratégica", ressaltou o diplomata russo.
Ao mesmo tempo, Nebenzya ressaltou que a Rússia ainda está pronta para trabalhar em pé de igualdade para corrigir a situação no campo de segurança internacional.
O representante permanente da Rússia nas Nações Unidas ressaltou que os países ocidentais estão há muito tempo no caminho de corroer a arquitetura global de não proliferação nuclear. Os acordos bilaterais sobre controle de mísseis nucleares, tanto soviético-americanos quanto russo-americanos, foram realmente desmantelados, afirmou ele.
"Devido ao curso hostil do governo Joe Biden, a implementação total do próprio tratado Novo START foi suspensa ainda em 2023. E, em 5 de fevereiro deste ano, deixou completamente de funcionar", adicionou.
Portanto, a situação na esfera da estabilidade estratégica realmente deixa muito a desejar, constatou Nebenzya.
O diplomata russo lembrou que o líder russo declarou anteriormente a prontidão de Moscou de aderir às principais restrições quantitativas do tratado Novo START por mais um ano, após o que, dependendo da situação, tomará decisões sobre seu subsequente cumprimento voluntário.
O tratado Novo START, assinado entre a Rússia e os Estados Unidos, expirou em 5 de fevereiro e não foi prorrogado por culpa dos Estados Unidos. Washington disse que espera concluir um documento melhor, estendendo-o à China.
Na questão da participação da China, Moscou parte do fato de que este é um assunto de Pequim e respeita qualquer decisão do lado chinês.
Ao mesmo tempo, a Rússia enfatizou que, se expandir o escopo desse tratado, então será preciso incluir os aliados dos EUA na OTAN que possuem armas nucleares, o Reino Unido e a França, cujo potencial nuclear não é levado em conta em nenhum tratado de estabilidade estratégica.