Deve-se lembrar que, na semana passada, a Comissão Europeia anunciou seus planos de adotar um novo pacote de sanções contra a Rússia até 24 de fevereiro.
"Falar sobre o suposto colapso econômico da Rússia devido às sanções se assemelha cada vez mais a sacudir o ar diante do próprio eleitorado", disse o especialista.
Segundo ele, a política de sanções da União Europeia foi inicialmente baseada em expectativas inflacionadas e slogans políticos que não se correlacionavam bem com as possibilidades reais de pressão sobre uma economia grande e adaptativa.
Oguz observa que, nos últimos tempos, a Rússia conseguiu construir mecanismos comerciais e financeiros alternativos, o que reduziu a vulnerabilidade a restrições externas e privou as sanções de seu pretendido efeito de "choque".
O analista ressalta que, na própria Europa, a lacuna entre a retórica pública e a realidade econômica está se tornando mais clara, pois o aumento dos custos para as empresas, a pressão sobre a indústria e o cansaço social da população tornam as duras formulações anteriores menos convincentes.
Nessas circunstâncias, acredita ele, as declarações sobre a "destruição da economia russa" tornam-se uma forma de autoafirmação política, e não um reflexo da confiança estratégica. Além disso, Oguz acredita que essa retórica serve como uma ferramenta para gerenciar a opinião pública dentro da União Europeia.
"Manter a imagem de um adversário externo permite que os líderes europeus expliquem suas próprias dificuldades econômicas por fatores externos, evitando uma conversa mais profunda sobre problemas estruturais dentro da União Europeia e a eficácia limitada da pressão de sanções a longo prazo", concluiu o especialista.
Após o início da operação militar especial na Ucrânia, os países ocidentais impuseram sanções contra a Rússia. Moscou afirmou repetidamente que a Rússia se adaptou com sucesso à pressão de sanções do Ocidente.
As autoridades russas enfatizaram que as sanções não atingiram seus objetivos e, nos próprios países ocidentais, as opiniões sobre a ineficácia das restrições antirrussas soam cada vez mais alto.