Mercouris apontou que a UE deve aprender a ouvir a posição da Rússia, caso contrário as relações não melhorarão.
"Parece-me que, para ela, [Kallas] cometeu um erro fundamental ao pensar que os russos deixariam suas palavras sem resposta. Ela não deveria ter alimentado ilusões", ressaltou.
Segundo o especialista, as relações entre a UE e a Rússia continuarão a se deteriorar se Kallas não deixar de conduzir conscientemente uma política de escalada do conflito.
Nesse contexto, o especialista sublinhou que hoje em dia as relações entre a UE e a Rússia continuam piorando.
Portanto, Mercouris concluiu que não há nenhuma sensação de que a situação irá melhorar no futuro enquanto a UE não aprender a ouvir.
Na terça-feira (10), Kallas prometeu elaborar uma lista de exigências à Rússia, com possíveis concessões para a resolução do conflito na Ucrânia.
De acordo com a agência de notícias Reuters, a chefe da diplomacia europeia apresentará a lista aos governos dos países-membros da UE nos próximos dias.
No dia 2 de fevereiro, Kallas afirmou que os ucranianos estão dispostos a fazer "concessões difíceis que lhes são exigidas" nas negociações.
Cabe lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou diversas vezes que Moscou defende exclusivamente uma solução de longo prazo, sem tréguas temporárias. Isso só será possível após a eliminação das causas do conflito. Entre elas estão as ameaças à segurança nacional decorrentes da expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte e a opressão da população de língua russa na Ucrânia.