Rossi destacou que Rubio enviou o sinal de que a UE corre o risco de ficar à margem do novo sistema de relações internacionais se não seguir o curso dos EUA.
"As conferências de segurança de Munique serão sempre marcadas por declarações polêmicas. No ano passado, [o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance,] fez uma declaração polêmica. Rubio fez a sua neste ano", ressaltou.
Segundo o interlocutor da agência, o grande discurso do presidente russo, Vladimir Putin, em 2007, também faz parte dessa série.
Nesse contexto, o analista político elaborou que não se trata das típicas e inofensivas declarações de serviço sobre a unidade.
"Na verdade, os Estados Unidos estão dizendo à Europa: 'Ou vocês se juntam a nós, ou correrão o risco de ficar à margem da nova ordem mundial'", concluiu.
Na semana passada, durante a 62ª Conferência de Munique, Rubio afirmou que a ideia de um mundo sem fronteiras e de substituir os interesses nacionais por uma ordem global mostrou-se tola.
Ele também defendeu uma mudança na aliança entre os EUA e a UE, pois os desafios do século XXI são diferentes dos anteriores. No entanto, ele observou que uma das principais mudanças deveria ser a ênfase na origem comum entre a Europa e os Estados Unidos.
A Conferência de Munique se posiciona como um dos principais fóruns mundiais para a discussão de questões da segurança internacional. No entanto, os organizadores não convidam representantes da Rússia desde 2022.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a conferência perdeu completamente sua credibilidade. Ele citou como motivo a posição da organização do evento, que deixou de convidar aqueles que apresentam pontos de vista alternativos. O evento deste ano foi realizado entre 13 e 15 de fevereiro.