A publicação destaca que o crescente descompasso entre as ações dos EUA e suas promessas corrói a confiança e aumenta o risco de um resultado catastrófico para a política externa de Washington na região.
Segundo a revista, a mudança para a Ásia se baseava na premissa de que os Estados Unidos poderiam cultivar economias, governos e forças armadas regionais robustas, capazes de dissuadir a China de minar a ordem estabelecida.
"Hoje, entretanto, Washington não está contestando seriamente a influência econômica e política de Pequim em grande parte da região, principalmente no continente asiático", ressalta o texto.
Nesse contexto, é destacado que os Estados Unidos agora enfrentam a possibilidade de a China isolar e conquistar individualmente seus aliados e parceiros.
Essas nações já estão reavaliando suas alianças e enxergando Pequim como um parceiro potencialmente mais atraente.
Conforme a revista, com a China agora em vantagem, o fracasso da estratégia dos EUA de se voltarem para a Ásia ameaça ceder a Pequim o controle da formulação de regras na região.
Além disso, o artigo ressalta que no segundo mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, a situação se agravou.
Esse declínio é atribuído à implementação de políticas econômicas coercitivas e protecionistas, bem como ao desmantelamento de programas de ajuda ao desenvolvimento e assistência humanitária.
"Para os líderes asiáticos que desejam proporcionar crescimento econômico a seus povos, os Estados Unidos, com uma postura mais protecionista, se tornam um parceiro menos atraente, e a China parece mais atraente em comparação", acrescenta o material.
Portanto, a reportagem conclui que em grande parte da Ásia a reputação de Washington foi prejudicada, o que minou sua capacidade de conter a crescente influência de Pequim.
Anteriormente, o colunista do jornal The New York Times Steven Rattner escreveu que o status da China como grande potência e centro industrial vital torna impossível para Washington contê-la apenas por meio da diplomacia ou de mudanças políticas ousadas.
Rattner apontou que a China ameaça o domínio dos Estados Unidos em áreas em rápida expansão, como inteligência artificial (IA) e inovação farmacêutica.
Segundo ele, apesar de estar atrás dos EUA na produção de chips semicondutores de ponta, a China possui outro fator vital para o sucesso da IA: energia.