O jornal aponta que, com o aumento de Trump para uma tarifa global de 15%, a taxa tarifária efetiva voltará a subir para 14,5% nos próximos 150 dias — um pouco acima do nível anterior à decisão da Suprema Corte de revogar as tarifas recíprocas.
"Isso significa que os importadores norte-americanos continuarão pagando preços mais altos por produtos do exterior, o que terá um impacto indireto sobre a inflação", ressalta o material.
Isso, por sua vez, obriga o Sistema da Reserva Federal dos EUA a manter as taxas de juros altas, em vez de reduzi-las significativamente, como espera o presidente.
Segundo a matéria, as atas das reuniões do Sistema da Reserva Federal mostram uma divisão entre os funcionários, com alguns discutindo até mesmo a possibilidade de aumentar as taxas para combater a inflação.
Como resultado, a incerteza econômica se intensifica, o que freia os investimentos e os gastos dos consumidores.
Por fim, o jornal conclui que essa política corre o risco de provocar uma recessão e minar as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana.
Anteriormente, o economista independente Alasdair Macleod disse à Sputnik que, ao classificar certas tarifas como ilegais, a Suprema Corte dos EUA pode acabar obrigando Washington a devolver centenas de bilhões de dólares a importadores, criando incerteza global e pressionando o governo Trump às vésperas das eleições de 2026.
Segundo ele, a decisão da Suprema Corte de que as tarifas são "ilegais" "significa que os importadores norte-americanos vão receber reembolsos significativos", chegando a "algumas centenas de bilhões" de dólares.