Trump anunciou, nos últimos dias, a possibilidade de enviar um hospital flutuante para a Groenlândia para cuidar dos moradores locais, especificando que a embarcação "já estava a caminho".
"Dizemos 'não, obrigado'. Tomamos nota da ideia do presidente Trump de enviar um hospital flutuante americano para a Groenlândia", disse Nielsen em uma rede social.
O político lembrou que a Groenlândia tinha assistência médica pública gratuita, salientando que esse não é o caso nos Estados Unidos, onde o tratamento é pago.
"Estamos sempre abertos ao diálogo e à cooperação, inclusive com os Estados Unidos, mas em vez de publicar comentários mais ou menos aleatórios nas redes sociais, falem conosco", insistiu Nielsen.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, por sua vez, enfatizou que estava feliz por viver em um país onde todos têm acesso gratuito e igualitário à saúde, sendo a mesma abordagem adotada na Groenlândia.
Em 25 de janeiro, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que se um groenlandês fosse diagnosticado com câncer hoje, seria "praticamente uma sentença de morte". Poucos dias depois, o eurodeputado dinamarquês Henrik Dahl acusou Waltz de mentir, acrescentando que ele provavelmente nem sequer se envergonhava disso.
A Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. Trump afirmou repetidamente que a ilha deveria se tornar parte dos Estados Unidos. Líderes dinamarqueses e groenlandeses alertaram as autoridades norte-americanas contra a anexação da ilha, declarando que esperam respeito à integridade territorial do Reino.