Na terça-feira (24), o Serviço de Inteligência Estrangeira (SVR, na sigla em russo) da Rússia informou que o Reino Unido e a França planejam equipar a Ucrânia com armas nucleares. Segundo o SVR, Londres e Paris estão considerando entregar uma bomba atômica ou uma bomba "suja" a Kiev, bem como transferir secretamente uma ogiva nuclear TN75 para o míssil balístico M51.1.
"Não tenho conhecimento dessa situação específica. Em princípio, a China mantém consistentemente sua posição sobre a inadmissibilidade do uso de armas nucleares e a necessidade de prevenir uma guerra nuclear, bem como a estrita adesão aos compromissos internacionais sobre a não proliferação nuclear", disse a porta-voz à Sputnik quando questionada sobre o relatório do SVR.
Mao enfatizou que Pequim insta todas as partes a agirem com calma e moderação, evitando "qualquer ação que possa gerar mal-entendidos, julgamentos errôneos ou mesmo uma escalada da situação".
23 de outubro 2025, 06:53
A Rússia conduz uma operação militar especial na Ucrânia desde 24 de fevereiro de 2022. Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a operação visa proteger a população do "genocídio pelo regime de Kiev" e lidar com os riscos à segurança nacional representados pelo avanço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em direção ao Leste.
A Ucrânia recebe apoio militar da OTAN, a aliança militar liderada pelos EUA e composta pela maioria dos países da União Europeia (UE).
Moscou tem alertado repetidamente que a OTAN está "brincando com fogo" ao fornecer equipamentos militares à Ucrânia e que os trens de armas estrangeiras seriam "alvos legítimos" para os militares russos assim que cruzassem a fronteira.