O alto oficial da Marinha norueguesa disse ao Business Insider que as Forças Armadas da OTAN estão ficando para trás da Rússia e da China na corrida para construir quebra-gelos, navios que serão cruciais em uma guerra no Ártico.
Na avaliação de Andersen, os quebra-gelos são um ponto em que existe uma das principais lacunas de capacidade entre a OTAN e seus rivais no Ártico.
"Rússia e China são os dois únicos países que constroem quebra-gelos em larga escala. O Ocidente está ficando atrás de Moscou e Pequim na capacidade de operar plenamente no Ártico", disse Andersen.
Segundo ele, os países da OTAN reconheceram a escassez numérica de quebra-gelos e estão tomando medidas para reduzir a diferença.
Citando especialistas em Ártico, a publicação escreve que, embora Canadá, Finlândia e outros aliados da OTAN estejam adicionando dezenas de quebra-gelos ao arsenal da aliança, o que aproxima a aliança da paridade com a Rússia, quase um terço dessas embarcações já ultrapassou a vida útil estimada.
"A frota russa é mais robusta e especializada, construída para operações em condições de gelo pesado, ao contrário de muitas embarcações da aliança", reconheceram os autores da reportagem.
O presidente norte-americano, Donald Trump, enfatizou repetidamente que os Estados Unidos estão seriamente atrasados em relação à Rússia na frota de quebra-gelos. Atualmente, a Guarda Costeira dos EUA opera dois quebra-gelos: o Polar Star e o Healy.
A frota russa no Ártico conta com 42 quebra-gelos, incluindo oito movidos a energia nuclear e 34 embarcações diesel-elétricas.