"Sem apoio de recursos públicos, não há tecnologia de ponta. Hoje, a China se apresenta como pioneira no setor de tecnologia devido a decisão das políticas públicas de longo prazo - que foram pensadas nas futuras gerações e no futuro do país, para que eles não dependam de fatores externos ou de pressões externas para desenvolver sua sociedade."
"Não basta 'apenas' investir na ampliação do parco quadro de pesquisadores no país, mas também investir na forma de enquadrá-los em setores chaves. A Ceitec, única fábrica de microchips no hemisfério Sul, foi quase privatizada pela gestão de Paulo Guedes e todo o seu setor sensível - assim como seus cientistas - foram enviados ao exterior, tornando o país ainda mais sensível e vulnerável às mudanças e pressões econômicas."
"Contudo, carecem de investimentos, falta ampliar, valorizar e qualificar o quadro de pesquisadores - e pesquisa é um processo que se executa com capital público, devido aos custos operacionais, incertezas da produção da ciência e morosidades da natureza da pesquisa. E pesquisa é um ato que não se faz sozinho, a adoção de protocolos, parcerias e cooperação técnica são pontos chave para a promoção da ciência e isso pode ser uma alternativa, convidar outros parceiros."