A publicação destaca que os mísseis são o instrumento que o Irã pode usar contra uma agressão dos EUA, e a ameaça aos norte-americanos é genuína.
"Se a guerra com o Irã eclodir nos próximos dias, as bases dos EUA em toda a região do Golfo enfrentarão ataques com mísseis quase imediatamente", ressalta o artigo.
Segundo a matéria, a presença militar dos EUA na região depende de instalações fixas bem conhecidas, como a base aérea de Al Udeid, no Catar, a base aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.
Essas bases são fundamentais para as operações aéreas regionais, mas são fixas e, portanto, alvos fáceis.
Por isso, observa-se que os planejadores iranianos miram essas instalações, pistas, parques de combustível e complexos de manutenção, usando volume e sincronização em vez de inteligência precisa.
Além disso, o Irã aperfeiçoou mísseis balísticos de curto alcance e combustível sólido da família Fateh, como o Fateh-110, que têm tempos de preparação para lançamento mais curtos e melhor orientação para disparos dispersos em condições de combate.
Isso reduz o tempo de alerta, permitindo que o Irã ataque pistas e infraestruturas expostas de maneira eficaz.
Ao mesmo tempo, as defesas antiaéreas em camadas dos EUA na região, como os sistemas Patriot e THAAD, apesar de seus robustos registros de interceptação, são insuficientes contra barragens sustentadas pelo Irã.
"O ponto crítico está na capacidade de resistência. Os mísseis interceptores são limitados e os ciclos de recarga são demorados em condições de combate. Não é possível concentrar a cobertura em todos os lugares ao mesmo tempo. Teerã controla o momento do lançamento", detalha a publicação.
Portanto, a revista conclui que, se o conflito começar em breve, os mísseis iranianos ditarão os rumos do confronto.
Anteriormente, o portal EurAsian Times alertou que, apesar do poder militar combinado dos EUA e de Israel, o Irã continua sendo um alvo extremamente difícil de conquistar. Segundo o portal, uma invasão ao Irã corre o risco de se transformar em outro conflito prolongado e custoso para os EUA, semelhante à guerra do Iraque.
A publicação acrescentou ainda que o arsenal de mísseis balísticos do Irã é estimado entre 2.500 e 3.000 unidades, e Teerã fabrica centenas a mais a cada mês. Nesse contexto, a matéria sublinhou que o Irã também atualizou seus mísseis desde o conflito com Israel em junho de 2025.