"As forças nucleares da China estão em um nível completamente diferente, em comparação com o dos Estados Unidos e o da Rússia. Exigir que a China participe das chamadas negociações trilaterais sobre desarmamento nuclear […] neste estágio é injusto, irracional e inviável", disse Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
Com o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START) expirado em 5 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que Moscou agora considera as partes liberadas de todas as obrigações do pacto, incluindo quaisquer compromissos recíprocos.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs em setembro que os países seguissem os limites do Novo START por um ano após a expiração do tratado, sob condição de reciprocidade pelos Estados Unidos.
Moscou já declarou que respeita qualquer decisão do lado chinês. Ao mesmo tempo, enfatizou que, se o escopo do tratado for estendido, este deverá incluir os aliados dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que possuem armas nucleares — o Reino Unido e a França, cujo potencial nuclear não é levado em conta em nenhum tratado de estabilidade estratégica.
O Novo START, assinado em 2010, limitava o número de ogivas nucleares e vetores estratégicos entre Rússia e EUA. Com sua expiração, não há mais mecanismos formais de verificação ou contenção mútua, aumentando o risco de escalada militar entre as potências.