Segundo o Financial Times, a situação também pressiona a Shell, que vê na Raízen um pilar de sua estratégia global de transição energética e uma peça-chave em um dos seus mercados mais relevantes. Apesar disso, a petroleira britânica tenta equilibrar o compromisso com energia limpa e a necessidade de manter disciplina financeira, especialmente diante da queda das ações da Raízen para patamares de penny stock e da perda do grau de investimento.
Apesar das divergências, interlocutores afirmam que há consenso crescente sobre os pilares da recapitalização e da separação do braço de distribuição. Ainda assim, parte dos credores vê o plano como insuficiente e cobra que Shell e Cosan dobrem o volume de capital novo para viabilizar a quitação de até R$ 20 bilhões da dívida.