O impacto já se reflete na logística global: um navio-tanque de GNL que seguiria para a França tornou-se a primeira carga no Atlântico a ser redirecionada para a Ásia, evidenciando a crescente competição entre economias asiáticas e europeias por suprimentos. Para além disso, a mídia destaca ainda que o BW Brussels, carregado com gás da Nigéria, mudou de rota em direção ao Cabo da Boa Esperança.
Ainda segundo a apuração, a inflação já vinha subindo antes da crise, e o Banco Central Europeu (BCE) alerta para riscos de alta prolongada nos preços da energia.
Para especialistas consultados pela mídia britânica, a crise evidencia novamente a vulnerabilidade europeia diante de choques externos e a urgência de fortalecer a autossuficiência energética. A dependência de combustíveis fósseis, afirmam, continuará a expor o continente a riscos de preço e segurança sempre que houver instabilidade geopolítica.