Panorama internacional

Mídia: G7 discute liberar reservas de petróleo após guerra elevar barril acima de US$ 100

Guerra entre EUA, Israel e Irã elevou o petróleo acima de US$ 100 e derrubou bolsas globais, levando o G7 a discutir a liberação de reservas emergenciais para conter a crise de abastecimento e estabilizar mercados em meio ao risco crescente de novos choques de energia.
Sputnik
Os ministros das Finanças do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) se preparam para discutir a liberação de reservas emergenciais de petróleo após a guerra entre EUA, Israel e Irã elevar o preço do barril acima de US$ 100 (R$ 525,35) pela primeira vez desde 2022. A reunião, coordenada pela Agência Internacional de Energia (AIE), deve avaliar o impacto do conflito e possíveis medidas para estabilizar o mercado.

Segundo o Financial Times, a teleconferência ocorreria às 08h30 em Nova York (09h30 em Brasília), reunindo autoridades preocupadas com a escalada dos preços e com o risco de desabastecimento global. Três países do G7, incluindo os EUA, já manifestaram apoio à liberação das reservas estratégicas mantidas pelos 32 membros da AIE.

Autoridades norte-americanas consideram adequada uma liberação conjunta entre 300 milhões e 400 milhões de barris, o equivalente a até 35% do estoque total de 1,2 bilhão de barris. A medida busca conter a volatilidade provocada pela guerra e evitar novos choques de oferta.
Na Europa, grupos de coordenação de petróleo e gás da União Europeia (UE) também se reunirão para monitorar o impacto do conflito. Os países do bloco são obrigados a manter reservas equivalentes a 90 dias de consumo, e o aumento dos preços já pressiona o mercado de energia. O gás natural subiu 19% no Reino Unido e 16% na Europa continental.
Panorama internacional
Crise no Oriente Médio pressiona bancos centrais e reacende temor de estagflação, diz mídia
De acordo com o The Guardian, a continuidade da violência no Oriente Médio derrubou bolsas na Ásia e na Europa, enquanto o petróleo Brent atingiu seu maior valor em quatro anos. O FTSE 100 caiu 1,9%, o Dax alemão recuou quase 1% e o Stoxx Europe 600 perdeu todos os ganhos acumulados no ano.
O conflito já atingiu ao menos cinco instalações de energia em Teerã e levou o Kuwait a reduzir preventivamente sua produção. O estreito de Ormuz, rota crucial por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está praticamente fechado há uma semana, agravando o temor de escassez.
O Brent chegou a subir 29%, alcançando US$ 119,50 (R$ 627,77), antes de recuar para US$ 106,73 (R$ 560,73) após a notícia da reunião do G7. Enquanto Donald Trump classificou a alta como um "preço pequeno a pagar" pela segurança global, o Irã alertou que o barril pode ultrapassar US$ 200 (R$ 1.050,70) caso os ataques continuem.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Comentar