O portal salienta que essa medida da administração Trump pode resultar na imposição de tarifas comerciais contra o Brasil.
Segundo a matéria, além do Brasil, outros 59 países, incluindo Argentina, Estados-membros da União Europeia, China, México e Indonésia, também são alvos da mesma investigação.
"Auxiliares do republicano têm deixado claro que as investigações buscam garantir a Trump a flexibilidade para tarifar diferentes países, com diferentes cifras, conforme suas conveniências econômicas e geopolíticas", ressalta a publicação.
Além disso, a reportagem destaca que a decisão ocorreu após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o instrumento anterior utilizado para tarifar mais de 100 países.
Nesse contexto, a publicação observa que esta é a segunda investigação desse tipo contra o Brasil neste segundo mandato de Trump.
Na primeira, logo após o anúncio de tarifas de 50% em julho, entraram em foco temas como desmatamento, violação de direitos autorais e competição no pagamento digital, como o Pix. Essa apuração segue inconclusa, sem a aplicação de tarifas.
Desta vez, o agronegócio brasileiro pode ser o principal alvo, com acusações de uso de mão de obra forçada ou análoga à escravidão por setores agrícolas norte-americanos. O agro brasileiro nega as acusações dos EUA.
Portanto, o artigo conclui que os EUA querem pressionar o agronegócio brasileiro porque os produtores norte-americanos não conseguem resistir à concorrência.
Na quinta-feira (12), o jornal Diário da Região escreveu que, após os Estados Unidos imporem tarifas elevadas ao Brasil, as exportações brasileiras para o país norte-americano caíram, enquanto as relações comerciais com a China se intensificaram no mesmo período.
Segundo a publicação, essa nova realidade é comprovada por dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e esse avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento de 35,3% no volume de embarques.