De acordo com o levantamento, o Brasil é classificado como uma democracia eleitoral, categoria que reúne países com eleições regulares e competitivas, ainda que com desafios institucionais. O relatório também aponta que o país está entre os casos de recuperação democrática, após reverter um período recente de deterioração institucional.
Com isso, o Brasil figura ao lado de nações como Canadá e Reino Unido, este último também impactado por tendências de enfraquecimento institucional.
Em relação aos Estados Unidos, destaca-se que o rebaixamento ocorre em meio a um processo de deterioração institucional. Os EUA passaram a ser classificados como "democracia eleitoral", o que os coloca em posição inferior no ranking global em comparação a democracias consideradas mais consolidadas ou em recuperação, como a brasileira.
O estudo atribui a queda dos EUA a um processo acelerado de concentração de poder e erosão das instituições democráticas. Segundo o documento, sob a presidência de Donald Trump, o país registrou impactos diretos sobre o Estado de Direito, a liberdade de expressão e os mecanismos de controle institucional.
A América Latina, por sua vez, continua sendo a segunda região mais democrática do mundo, atrás apenas da Europa Ocidental e da América do Norte, embora também enfrente sinais de deterioração em alguns países.