"O verdadeiro problema é que essa divisão entre os países impede a Europa de se apresentar como um mediador confiável, um papel que ela poderia legitimamente assumir e que hoje é mais necessário do que nunca", disse Mariani.
Segundo o parlamentar, a União Europeia está não apenas dividida, mas também paralisada e incapaz de agir.
"O bloco está paralisado pela regra da unanimidade em política externa, por históricos nacionais divergentes e pela dependência em relação aos Estados Unidos na área de segurança, o que dificulta qualquer tentativa de distanciamento", afirmou.
A mídia europeia já havia apontado um aumento das divergências entre o bloco e Estados Unidos sobre o Irã, especialmente após a recusa de países europeus em atender aos apelos do presidente Donald Trump para ajudar a garantir a segurança no estreito de Ormuz. Após pressão, países do bloco chegaram a afirmar mais cedo disposição em apoiar as forças norte-americanas.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no território iraniano, incluindo na capital Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. Em resposta, o Irã passou a atingir o território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram a operação como um ataque preventivo diante de supostas ameaças ligadas ao programa nuclear iraniano. No entanto, autoridades dos dois países já indicaram que também defendem uma mudança de governo em Teerã.