A publicação aponta que a decisão surge em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que pressiona os preços globais do petróleo e aumenta o risco de efeitos no mercado interno brasileiro.
De acordo com a revista, o cenário atípico desde fevereiro levou a medidas excepcionais, como a ampliação imediata da oferta de gasolina e diesel pelos agentes, maior transparência em relação a estoques e distribuição e flexibilizações regulatórias para otimizar a logística e evitar gargalos até abril.
"O ponto mais sensível da decisão recai sobre a Petrobras. A estatal foi formalmente instada a recompor volumes que deixaram de ser ofertados após o cancelamento de leilões recentes. Na prática, a ANP cobra uma atuação mais ativa da companhia para estabilizar o mercado, num momento em que o Brasil ainda depende de importações, sobretudo de diesel", ressalta o texto.
Segundo a reportagem, a ANP alertou distribuidoras, importadores e produtores sobre a obrigatoriedade de garantir o abastecimento de combustíveis, sob pena de sanções por recusa de fornecimento ou cobrança de preços abusivos.
Em Brasília, avalia-se que parte do setor antecipou os reajustes antes mesmo das refinarias, alegando que a alta do petróleo no mercado internacional é consequência das tensões entre Irã e Estados Unidos.
Além disso, é apontado que as empresas do setor expressam genuína preocupação com o abastecimento, agravada pela volatilidade global e pela dependência brasileira de importações, principalmente de diesel.
Segundo o artigo, a guerra no Oriente Médio, com confrontos envolvendo o Irã, impulsiona os preços do Brent a níveis elevados.
Portanto, a revista conclui que tudo isso cria risco de novos reajustes no Brasil enquanto persistir a instabilidade geopolítica.