Segundo o jornal Financial Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando parar de enviar ajuda militar à Ucrânia caso seus aliados europeus não participem dos esforços de Washington para reabrir o estreito de Ormuz.
O republicano declarou mais cedo que está considerando tirar seu país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) porque não recebeu ajuda nos ataques contra o Irã. A declaração foi dada em uma entrevista ao jornal The Telegraph.
"Eu nunca acreditei na OTAN. Eu sempre soube que eles eram um tigre de papel – e [Vladimir] Putin sabe disso também, a propósito", observou Trump, acrescentando que a recusa em ajudar os EUA foi "difícil de acreditar". "Eu acho que isso deve ser automático", explicou.
Mais cedo, Trump afirmou que a liderança do Irã tinha pedido um cessar-fogo. A proposta seria considerada, afirmou o líder norte-americano, apenas se o bloqueio de Ormuz fosse cancelado. No entanto, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica negou tais conversas.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, também negou que haja conversas ou negociações com a Casa Branca. Na verdade, disse, o que ocorre são trocas de mensagens por mediadores regionais.
"Quando mensagens nos são retransmitidas por países amigos, e nós, em resposta, declaramos nossas posições ou emitimos os avisos necessários, isso não se chama negociação nem diálogo."
A visão de sair da OTAN também tem sido ecoada por aliados próximos a Trump. Para Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, a OTAN não traz benefícios reais aos Estados Unidos, criticando a proibição, por parte de aliados, do uso de bases militares norte-americanas na Europa.
Segundo ele, Washington investiu trilhões de dólares e mantém forte presença militar no continente, mas não recebe apoio quando precisa. Rubio também indicou que, após o conflito atual, os Estados Unidos poderão rever sua relação com a aliança.