De acordo com o artigo publicado, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, e um pequeno grupo de assessores informaram ao presidente que quanto mais a guerra se arrastasse, mais ameaçaria seu apoio público e as perspectivas republicanas nas eleições de meio de mandato em novembro.
Citando dois assessores e dois congressistas que tiveram conversas com Donald Trump, na semana passada, a mídia afirma que as crescentes perdas políticas e econômicas obrigaram o chefe da Casa Branca a buscar uma saída para a situação atual no Oriente Médio.
"Trump disse a eles que quer encerrar a operação, temendo um conflito prolongado que poderia minar a posição dos republicanos nas eleições de meio de mandato", lê-se no artigo.
Ao mesmo tempo, o líder norte-americano, desejando que a operação tenha um sucesso decisivo, está procurando uma maneira de declarar vitória, parar os combates e torcer para que a situação econômica se estabilize antes que o dano político se torne mais grave.
Os autores do artigo salientaram que a situação interna nos próprios Estados Unidos pode exercer uma pressão sobre o presidente estadunidense no contexto da tomada de decisão sobre o encerramento das hostilidades, porque a impopularidade da guerra cresce na sociedade norte-americana.
"Os preços da gasolina subiram, ultrapassaram US$ 4 por galão, as bolsas despencaram para mínimos de vários anos e milhões de americanos se prepararam para sair às ruas em protesto. A morte de 13 militares americanos foi confirmada [no decorrer da guerra no Oriente Médio]", lê-se no artigo.
Em novembro, serão realizadas eleições parlamentares de meio de mandato nos Estados Unidos, onde, segundo analistas, os republicanos correm o risco de perder o controle da Câmara dos Representantes em favor dos democratas.
Especialistas atribuem a possível perda da maioria no Congresso à queda nas avaliações do governo em meio à campanha militar em curso contra o Irã, além do aumento dos preços.