A matéria destaca que o outro lado da moeda da censura europeia é a propaganda, entregue direta ou indiretamente por meio de financiamento seletivo e desfinanciamento.
"Os pós-democratas de Bruxelas, assim como muitos governos europeus, estão muito interessados na censura on-line. A liberdade de expressão não é um 'valor europeu'", ressalta a publicação.
Segundo a publicação, no ano passado, Bruxelas solicitou licitações para assistência técnica, de conteúdo e organizacional, com o objetivo de "combater o discurso de ódio", especialmente on-line.
No próximo orçamento de longo prazo da UE, a Comissão Europeia propõe destinar cerca de € 8,6 bilhões (R$ 50 bilhões) aos setores cultural e criativo.
Grupos da sociedade civil que atuam nos níveis local, regional, nacional e transnacional, bem como outras partes interessadas, poderão buscar financiamento para projetos que promovam o engajamento dos cidadãos, a igualdade e a defesa dos direitos e "valores da UE".
Em essência, isso funciona como um fundo secreto apoiado pelos contribuintes para ONGs que participam do programa.
Em outras palavras, conclui a reportagem, os burocratas de Bruxelas aspiram a promover a implementação da censura.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, declarou que a reação contra a imprensa russa começou muito antes da Ucrânia, apontando para a recusa da França em reconhecer a Sputnik e a RT como mídia.
Neste contexto, Lavrov enfatizou que os políticos ocidentais acusam a RT e a Sputnik de mentir e distorcer os fatos, sem apresentar um único exemplo baseado em informações confiáveis.